West Highland White Terrier

West Highland White Terrier
Fevereiro 13, 2019 Aline Aline

Aqui descreveremos um pouco do temperamento, comportamento e das qualidades do West.

Charme e elegância

A primeira grande qualidade do Westie é o  grande charme destes pequenos peludos que possuem uma aparência única,  um olhar terno e doce. Se confundem com ursinhos de pelúcia convidando-nos ao abraço apertado.

Independência

Por ser cães originalmente de raça, os westies são bastante independentes.Essa independência acabou os tornando excelentes cães para  famílias que trabalham fora de casa, porque eles se adaptam perfeitamente ao fato de terem que ficar sozinhos por um tempo .São independentes sem perderem sua afetuosidade com os donos.

Adaptabilidade

É uma das qualidades mais marcantes do westie.Eles se adaptam ao ritmo de vida da família.Se adaptam a qualquer tamanho de ambiente (casa, apartamento), bem como a viagens, festas e a rotina da casa. Isso que dizer que por exemplo se você não puder andar com ele todos os dias o Westie vai dar um jeito de se exercitar, mesmo que seja andando de um lado para o outro dentro de casa, já que são cães que adoram andar e se exercitar. Eles podem se acostumar com facilidade com a presença de outros cães da família, ou mesmo com outros animais de estimação, como gatos por exemplo, e isso é muito importante para ele e para a família que estará com ele. São cães que se dão muito bem com crianças , adultos e até aos mais idosos.

Comportamento

Quando filhote, comete travessuras, como roer sapatos, chinelos, esconder meias, coisas típicas de filhotes, após 6, 7 meses tornam-se extremamente bem comportados.
Por serem curiosos e observadores, ao extremo, aprendem logo a associar causa e consequência. Se o dono pega a chave, ele já corre para a porta, se veste determinada roupa eles sabem que não serão levados e ficam quietos. Também sabem resolver problemas: o osso entrou debaixo da geladeira? Tentam tirar com o focinho. Não deu? Tentam enfiar a pata de frente. Ainda sem sucesso? Enfia-a de lado. Por fim, vai atrás do dono!

qualidades /afetuosidade

Os Westies são afetuosos sem ser pegajosos. São muito amigos e companheiros, uma verdadeira “sombra branca” atrás do dono, um amigo para assistir TV ou para passear ,são sempre  muito dóceis com toda a família.
Estão sempre prontos pra uma brincadeira e atividade física.
É difícil explicar mas eles parecem que sabem quando alguém na casa esta triste e logo contagiam as pessoas com toda a sua alegria.
São um pouco  teimosos, mas com o estímulo certo aprendem facilmente uma tarefa, principalmente se houver uma recompensa envolvida, ou se a tarefa for bem divertida (do ponto de vista deles, é claro!).
Da mesma forma, eles podem aceitar muito bem as brincadeiras das crianças, desde que as crianças saibam tratá-los com respeito. (aliás, qualquer animal deve ser tratado com cuidado e respeito sempre).Lembre-se que nenhum cãozinho gosta de  ser apertados e esticados. Em compensação, Westies possuem um forte senso de humor e não costumam ficar magoados por muito tempo.
Por serem cães de caça, adoram cavar buracos, por isso cuidado com vasos e plantas pelo chão.

Vigilância

Westies são excelentes vigias ocupando a 4a posição entre os 10 Latidos de Vigia Mais Eficientes, segundo a classificação do livro “A Inteligência dos Cães”, do pesquisador Stanley Coren., avisando quando qualquer pessoa ou barulho estranho se aproxima de seu território.

Coragem

Como a maioria dos cachorros pequenos é um grande erro subestimar a “autoridade” e capacidade de enfrentar grandes desafios destes cães. Sua coragem e auto-confiança, podem deixar-lhe em situações um tanto difíceis, porque como boa parte dos terriers, os Westies não parecem reconhecer o seu real tamanho.

Inteligência

São cães muito inteligentes e fáceis de serem adestrados.
Normalmente eles respondem no primeiro comando em 50% dos casos, mas o grau de obediência final e confiabilidade irá depender da quantidade de prática e repetições durante o treinamento.
Também é muito recomendado que não se grite com este tipo de cachorro. Eles parecem especialmente sensíveis aos gritos. Para repreendê-los basta usar um tom de voz firme.

*Com crianças:
Seu lema é: “Se você me respeitar, eu o respeito.” Com crianças orientadas a brincar com ele de forma comedida, o Westie é ótimo: dócil e divertido.

*Com o dono e a família:
É apegado mas não grudento. Gosta de acompanhar a rotina da casa e de estar onde estão as pessoas, mas normalmente não fica solicitando atenção em demasia, podendo perfeitamente ficar sozinho por longo tempo.

*Com desconhecidos:
Se o exemplar for acostumado com estranhos desde pequeno, recebe bem de cara. Senão, em um primeiro momento late, como se dissesse: “Ei, quem é você? O que quer aqui ?!”. Então, ao perceber que seus donos aceitam a pessoa , também aceita. Aí fareja um pouquinho de depois sossega em um canto.

*Grau de atividade:
É ativo, mas não elétrico. Dá uma corridinha pela casa, aí vai brincar um pouco com seus brinquedos, pega a bolinha, empurra a bolinha, volta com a bolinha e esquece a bolinha. Pronto. Sossegou. E, se estimulado, tem mais cinco minutos de euforia e sossega de novo.

*Com outros animais:
Se criado desde pequeno, a tendência é dar super certo. Mas um Westie adulto não acostumado com outros bichos, como aves e roedores, tende a gerar problemas. Com um pequeno período de adptação, convive amigavelmente com gatos.Quanto a outros cães a regra é a mesma, sendo que entre dois machos o risco de encrenca é maior.

*Grau de obediência:
Não está no topo da obediência canina. Tem vontade própria. Mas se for bem treinado ( e o treinamento lhe parece uma brincadeira ), executa qualquer comando. Quanto a seguir as regras da casa, como não subir na cama ou só fazer xixi em um lugar tal, aprende, desde que o dono tenha paciência, liderança e coerência.

*Grau de destrutividade:
Na fase de desenvolvimento, quando os dentes estão se formando, é aconselhável oferecer-lhe ossinhos industrializados e brinquedos adequados para morder.Dificilmente ele virá a roer ou estragar um móveis ou objeto da casa. Um mínimo de liderança e dedicação dos donos ao educá-lo, poderão torná-lo um adulto bem comportado.

*Grau de aprendizagem por conta própria:
Nota 10. É muito observador. Aprende logo a associar a causa à conseqüência:: o dono pega a chave e ele já corre para a porta e coisas do gênero.

Grupo 3 – Terriers

Seção 2 – Terriers de Pequeno Porte


dog1
País de Origem: Grã-Bretanha
Nome no país de origem: West Highland White terrier
Utilização: Caça e Companhia

Para compreender uma raça é necessário esclarecer a sua origem, as suas funções as relações com outras raças e as transformações e dificuldades que levaram esta raça a ser o que ela hoje é.
O West Highland White Terrier originou-se na Escócia, assim como outros terriers – o skye, o cairn, scottie e o dandie diamont -, mas, até hoje, não se sabe exatamente qual a raça que originou qual. O nome “terrier” origina-se do latim “terra”e faz parte do nome desses cães por serem cães de caça que, quando perseguem suas presas – raposas e pequenos roedores -, cavam buracos profundos na terra para recuperá-las em suas tocas.


Skye terrier


Cairn Terrier


Scottish terrier


Dandie diamont

Em uma das possibilidades, acredita-se,   que os Westies sejam uma derivação direta dos Cairn Terriers.
Até o século XIX, os criadores e caçadores que usavam o Cairn Terrier acreditavam que os filhotes de pêlo branquinho eram mais fracos(eram considerados “albinos” por alguns criadores) , impuros e menos hábeis na dura tarefa de exterminar os roedores e raposas da região. Como conseqüência era muito comum que os filhotes de pelagem branca fossem mortos logo que nasciam.
Quem não concordava com isso era o Coronel Edward Donald Malcolm cuja família era de Poltalloch , em Argyllshire, que é creditado como um verdadeiro criador de cães brancos. Desde garoto ele cuidou de um grande número de cães, criando e utilizando para caça tanto os claros(brancos), como os de outras cores(escuros).
A criação de exemplares somente brancos aconteceu devido a um acidente… durante uma caçada o Coronel Edward Donald Malcolm, acabou por atirar em seu cachorro predileto e mais amigo, um Cairn Terrier de pelagem escura e avermelhada, quando o confundiu com uma raposa. A partir deste dia o Coronel Malcom teria decidido dedicar-se a criação dos cachorros mais clarinhos, uma vez que eles seriam visualizados mais facilmente, distinguindo-se das folhagens e da presa.

Foram precisos muitos anos até que a pelagem branca fosse atingida com perfeição.
Aos poucos os cães brancos se tornaram preferidos e outros criadores vieram para a mesma opinião do Coronel Malcolm. No início de século XX, se criou o padrão da raça. Os cães do Coronel Malcolm eram conhecidos como White Poltallochs.


Coronel Edward Malcolm

Os westies  conhecidos com o nome de “Poltalloch” dos famosos “onze de Poltalloch”, os cães do Coronel Malcolm (do nome da fazenda de Poltalloch). Veja a variação no estilo, especialmente nas orelhas, pés e comprimento da pelagem.
No alto da foto o cão do meio, da ultima fileira dos três juntos, e o cão superior no centro da foto, se assemelham muito ao moderno Westie.

Dois outros criadores de cães brancos também devem ser mencionados.
Um é o Duque de Argyll, de Roseneath. Aqui um desejável branco foi desenvolvido. Esses cães tinham um macio e puro revestimento branco. Eles se tornaram conhecidos como os Roseneath Terriers (ou também como White Skye Terriers).


Roseneath or White Scottish Terriers – 1899

Observe as características do cão, em especial os corpos e as cabeças alongados, como do Scottish Terrier.

Dr. Flaxman, de Fife, costa leste da Escócia, também se tornou interessado na criação de cães brancos a partir de uma fêmea de scottish terrier que tinha filhotes de cor branca em toda sua linha. Seus cães tinham um revestimento branco, e boa pigmentação preta, narizes pretos. Eles também diziam que tinham pesados corpos e a longa face do scottish terrier, melhor que as típicas cabeças arredondadas dos Poltallochs. Outro ponto, o revestimento tendia a ser cor de creme, um fato que ainda permanece nos criadores de Westies de hoje. Seus cães eram conhecidos como White Scotch.

 

Um Highland ocidental e um Scottish Terrier, mostrando as cabeças longas. Observe  o tamanho da cabeça do Westie, muito menor do de hoje, e a coloração ainda escura das pontas das orelhas.

Mais tarde os Roseneath Terriers, os White Scotch do Dr. Flaxman e os White Poltalloch do Coronel Malcolm entraram na disputa dos shows. Eles se tornaram grandes rivais na criação dos Westies.
Os shows de cães começaram na Inglaterra no ano de 1859 e, naquela época, todos os terriers que vinham da Escócia eram apresentados como sendo Scotch ou Scottish Terrier. Durante os anos de 1899 e 1900 foi criado o “White Scottish Terrier” Club, ou seja, o Clube de Scottish Terrier Branco, mas nem todos os criadores de terriers de cor branca estavam de acordo sobre o nome do clube e da raça.
Quando em 1904 que finalmente eles se uniram para conseguir o reconhecimento da raça junto ao Kennel Club, foi neste ano também que o Westie participou pela primeira vez de um show do Scottish Kennel Club. Os Westies foram registrados e apresentados com o seu nome oficial, pela primeira na Inglaterra em 1907, no Crufts.
Uma curiosidade é que mesmo sendo apresentada como uma raça em separado desde o início do ano de 1900, até 1925 filhotes de Cairn Terrier nascidos com o pêlo branco era registrada como Westies.

No final, o coronel Malcolm foi creditado por criar melhores relações entre os vários criadores, unificando tudo, e dessa maneira o nome da raça passou a ser  West Highland White Terrier que ocorreu no dia 31 de maio de 1909. O nome foi bem escolhido pelo lugar que ele se originou e elas características do cão.
Em 1924 o The Kennel Club da Inglaterra determinou, que os cruzamentos entre os exemplares brancos (Westies) e os outros cairn terriers (de cores diferentes) estava proibido.

A origem do nome da raça West Highland White terrier é a seguinte:
West Highland (As “Highlands” são a região de montanha da Escócia.)
White(Branco, cor única na raça)
Terrier(do francês “terre” que  significa terra, o que mostra sua aptidão e eficiência como caçadores em terrenos com pedras, irregulares, tocas e cavernas.

Como a grande maioria das raças de cães, o desenvolvimento do Westie sofreu um grande revés durante a Primeira Guerra Mundial. Em 1916 os shows de raças foram suspensos e em 1917 as criações foram proibidas.
Durante a guerra a maioria dos cães foram mortos e muitos criadores como a escritora May Pacy preferiram matar seus cães a vê-los morrer lentamente de fome, já que todo alimento era severamente racionado. Ao final da Primeira Grande Guerra, poucos Westies haviam sobrevivido e estes foram usados para retomar o processo de criação e desenvolvimento da raça.


1909
Este são cães do Canil de Mrs.Pacey que ficou famosa para a uniformidade do seu plantel.


Uma foto de 1936 de Mrs. C.C. Pacey com cinco dos  Wolvey Champions dela.
Estes cães são muito parecidos com os cães de hoje, também para o tipo de grooming.

Em 1920 foram reiniciados os shows e até 1939 a raça atingiu o seu pico de sucesso. Com o estouro da Segunda Guerra Mundial os shows foram novamente suspensos e embora também houvesse racionamento de alimentos, desta vez a criação de cães não foi banida.
Nos Estados Unidos a raça foi introduzida em 1908, no entanto, eles só se tornaram populares a partir dos anos 60. No Brasil eles começaram a chegar na década de 70 e ainda hoje é uma raça que pode ser considerada como rara, mas graças ao bom trabalho dos criadores em tornar este lindo animal em um adorável cão de companhia, o Westie tem se tornado cada vez mais popular.


1920, mãe com filhotes


Uma das primeiras imagem oficial de um terrier do
tipo  West Highland é na famosa pintura de
Sir Edwin Landseer chamada Dignity and Impudence
(1839) que mostra um cão de caçado lado do qual
aparece o focinho branco inconfundível de um Westie.


“In a West Highland Garden”
from Hutchinson’s Dog Encyclopaedia (England,1935)


Exterminadores de ratos


A raça teve muito sucesso desde o começo: aqui
Miss Géneviève Tobin, uma famosa atriz de cinema da época  sorridente
com seu Westie chamado Punch.


1920, a criadora alemã Mrs. Binzwanger já saindo para exposições


Terriers caçando em uma pintura de George Armfield (1808-1893)


Um West Highland da virada do Século , pintado em 1905 do
famoso pintor de animais inglês  Maud Earl.
Esta copia foi trata do livro
“THE COMPLETE WEST HIGHLAND WHITE TERRIER”
de John Marvin.


Alguns antigos campeões ingleses

Curiosidade:Até hoje apenas os dois Westies
mencionados no texto acima venceram o:Westminster Kennel Club Dog Show,
Wolvey Pattern of Edgerstoune em 1942;
e Elfinbrook Simon em 1962 (foto ao lado).

Hoje em dia, mesmo em países em que a caça é permitida, os Westies são basicamente cães de companhia. No entanto, os clubes da raça promovem torneios nos quais é testado o seu instinto de caçador. Os cães são colocados diante de buracos preparados pelos organizadores e devem encontrar a presa ao final de um labirinto de túneis. Ganha aquele que for mais rápido na busca e conseguir sair do túnel sozinho no menor tempo.

Westie

CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA

Filiada à Fédération Cynologique Internationale

Classificação F.C.I.:
Grupo 3 – Terriers
Seção 2 – Terriers de Pequeno Porte
Padrão FCI no 85 – 20 de janeiro de 1998.
País de origem: Grã-Bretanha
Nome no país de origem: West Highland White Terrier
Utilização: Caça e companhia
Sem prova de trabalho
Sergio Meira Lopes de Castro
Presidente da CBKC
Domingos Josué Cruz Setta
Presidente do Conselho Cinotécnico
Tradução: Bruno Tausz
Revisão: Suzanne Blum
Impresso em: 01 de julho de 2003.

WEST HIGHLAND WHITE TERRIER

(Terrier Branco das Colinas do Oeste)

NOMENCLATURA CINÓFILA UTILIZADA NESTE PADRÃO

padrao_raca

 

1 – Trufa 11 – Ísquio 21 – Metacarpo
2 – Focinho 12 – Coxa 22 – Carpo
3 – Stop 13 – Perna 23 – Antebraço
4 – Crânio 14 – Jarrete 24 – Nível do esterno na cernelha
5 – Occipital 15 – Metatarso 25 – Braço
6 – Cernelha 16 – Patas 26 – Ponta do esterno
7 – Dorso 17 – Joelho 27 – Ponta do ombro
8 – Lombo 18 – Linha inferior a – profundidade do peito
9 – Garupa 19 – Cotovelo b – altura do cotovelo
10 – Raiz da cauda 20 – Linha do solo a + b = altura do cão

APARÊNCIA GERAL: solidamente construído. Peito bem profundo, como também as últimas costelas. O dorso é reto. Os posteriores possantes com membros bem musculosos comprovando, evidentemente, a magnífica combinação da força com agilidade.

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO: pequeno, ativo, repleto de energia, rústico, dotado de uma boa dose de amor-próprio, com um ar maroto. Vivaz, alegre, corajoso, independente, mas afetuoso.

CABEÇA: a cabeça é revestida de pelagem densa; portada de maneira a formar um ângulo reto ou agudo em relação ao eixo do pescoço, além disso, ela não deve ser portada na extensão do mesmo.

REGIÃO CRANIANA
Crânio: crânio ligeiramente arqueado. Visto pela frente, apresenta um contorno homogêneo. O crânio, desde as orelhas até os olhos, apresenta um sutil afilamento.
Stop: marcado; formado pelas arcadas superciliares pesadas situadas imediatamente acima dos olhos e ligeiramente de prumo com uma ligeira depressão entre os olhos.

REGIÃO FACIAL
Trufa: a trufa é preta, muito grande, e confere um perfil sem reentrâncias com o restante do focinho. A trufa não deve ficar projetada para a frente.
Focinho: a cana nasal vai adelgaçando gradualmente dos olhos para a trufa. A cana nasal não é romana; não cai bruscamente sob os olhos, onde é substanciosa.
Maxilares / Dentes: maxilares fortes e de igual comprimento. Tão amplos entre os caninos que torna-se compatível com a expressão marota almejada. Os dentes são grandes para o porte do cão e apresentam uma articulação em tesoura, isto é, os incisivos superiores recobrem os inferiores em contato justo e são engastados ortogonalmente aos maxilares.
Olhos: bem separados, de tamanho médio, sem serem redondos, tão escuros quanto possível. Ligeiramente aprofundados na cabeça, vivos e inteligentes, o que, sob os supercílios pesados conferem um olhar penetrante. Olhos claros é um defeito muito grave.

Orelhas: pequenas, eretas, portadas firmemente e terminam pontiagudas. Nem muito afastadas, nem muito próximas. O pêlo das orelhas é curto e liso (aveludado) e não deve ser aparado. As orelhas não devem ter qualquer franja na ponta. As orelhas redondas na ponta, largas, grandes ou grossas, como as revestidas de pelagem abundante, constituem defeito grave.

PESCOÇO: de comprimento suficiente para permitir o porte correto da cabeça; musculoso espessando gradualmente para a base de maneira a fundir-se com os ombros bem oblíquos.

TRONCO: compacto.
Dorso: reto.
Lombo: largo e forte.
Peito: bem profundo, as costelas bem arqueadas na metade anterior, apresentando um aspecto um tanto plano. As costelas posteriores têm uma profundidade considerável e a distância da última costela à garupa é tão curta que permite o livre movimento do tronco.

CAUDA: de comprimento de 12,5 a 15 cm, revestida de pêlos duros, sem franjas, tão reta quanto possível, portada alta, mas sem ser empinada ou curvada sobre o dorso. A cauda longa é um defeito, mas de forma alguma poderá ser amputada.

MEMBROS

ANTERIORES: são curtos e musculosos, retos e revestidos de pelagem curta, dura e densa.
Ombros: inclinados para trás. As escápulas são largas e bem amoldadas às paredes da caixa torácica. A articulação escápulo-umeral deve estar à frente.
Cotovelos: bem para trás para permitir o movimento bem fluente dos membros, paralelamente ao plano médio do tronco.

POSTERIORES: fortes, musculosos e largos, vistos de cima. Os membros são curtos, musculosos e com tendões evidentes.
Coxas: muito musculosas e não muito afastadas.
Jarretes: angulados e bem posicionados sob o tronco de maneira a ficarem moderadamente próximos um do outro, quer o cão esteja em stay ou em movimento. Os jarretes sem angulação ou cedidos são bastante indesejáveis.

PATAS: as anteriores são maiores que as posteriores; redondas proporcionadas ao talhe, fortes, providas de coxins espessos e revestidas por uma pelagem curta e dura.
As posteriores são menores e também providas de coxins espessos. A sola dos coxins, assim como as unhas, devem ser preferencialmente pretas.

MOVIMENTAÇÃO: desembaraçada, reta de frente e fluente de todos os lados. Os anteriores trabalham corretamente direcionados para a frente desde a escápula. Nos posteriores a movimentação é fluente, possante e compacta. Os joelhos e jarretes são bem flexionados e os jarretes trabalham sob o corpo promovendo boa propulsão. Uma movimentação travada (rígida) ou afetada nos posteriores, ou mesmo jarretes de vaca são defeitos graves.

PELAGEM
Pêlo: duplo. O pêlo é duro de comprimento em torno de 5 cm, sem qualquer cacho. O subpêlo é curto, macio e fechado. A pelagem aberta é um defeito grave.

COR: branco.

TAMANHO: altura, na cernelha, em torno de 28 cm.

FALTAS: qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.

NOTAS:

  • os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.
  • todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.