Basta apenas um certo tempo de convivência com um cão para sermos capazes de entender a linguagem composta por uma mescla de várias formas de expressão, como por exemplo: olhares, posição das orelhas, inclinação da cabeça, latidos, choros, movimentos de cauda, posturas do corpo, entre tantas outras; assim como nossos olhares, expressões faciais e gestos são facilmente decodificados por eles.
Vamos aqui ajudar a decifrar um pouco da linguagem universal canina.
ROSNAR

Sinal de agressão; Aviso que está bravo. Brincadeira entre filhotes.
LATIR
Existem diferentes tipos de latidos que podem expressar essencialmente uma de três coisas: um pedido, um aviso ou uma ameaça de ataque.

Então, quando os latidos têm intervalos longos (cerca de 15 segundos) estamos perante um pedido por algo, seja comida, água, um passeio ou até um pedido para que lhe abra uma porta. Este último caso é muito mais fácil de identificar uma vez que nesta situação ele vai, entre cada latido, dirigir-se para a porta que quer ver aberta. Latidos com intervalos de mais ou menos três segundos são latidos de alerta. O latido de alerta é despoletado sempre que um estranho se aproxime. É fácil de identificar uma vez que o seu corpo apresenta sinais evidentes: baixa um pouco as orelhas, franze o nariz, os pelos das costas ficam eriçados e por vezes rosna.

Mas se ele começar a latir desenfreadamente, quase ininterruptamente, temos um latido de ataque. À que procurar sinais como a cara completamente franzida, os dentes são visíveis, as orelhas estão baixas e dispostas para trás e o animal avança e recua, pronto para morder. Este comportamento surge para defender o seu território, o seu dono ou a sua comida.
RESMUNGAR
Isto acontece quando não lhe damos atenção. Soa como se o cão fosse começar a chorar e se não conseguir atenção desta forma, vai com certeza começar a latir.

DAR PEQUENAS VOLTAS SOBRE SI MESMO E ARRANHAR ANTES DE DORMIR

Aqui está um hábito herdado da sua ascendência selvagem onde o cão precisava de acomodar um pouco o que lhe iria servir de cama por aquela noite. As voltas orientavam a direção, norte ou sul.
LAMBIDELAS

É como dar um grande beijo em alguém, só que ficamos mais molhados… é a maior demonstração de carinho que um cão pode dar a alguém, particularmente se lhe lamber as mãos e a cara, zonas que normalmente estão em maior contato com o animal.
ABANAR A CAUDA


Se a cauda estiver disposta verticalmente, ele está contente mas atenção, se a cauda estiver entre as pernas ele está a pedir ajuda; normalmente os cães aflitos para fazer as necessidades e que foram habituados a aliviar-se fora de casa podem fazer isto dentro de casa como um sinal de que precisam de ir à rua.
UIVAR

Na época do cio e quando os cães estão separados das cadelas isto e bastante comum. É mais uma herança genética que os seus antepassados deixaram. Pode também ser um sinal de fome ou solidão, pelo que deve sempre reparar no seu prato e nele também!
TOCAR COM O FOCINHO

Se ele o “chamar” batendo-lhe com o focinho é porque quer a sua atenção quer para lhe pedir umas festas, quer para pedir uma guloseima, quer para ir dar um passeio. Esta pode vir acompanhada de um pequeno empurrão com a pata e aí temos um caso ainda mais evidente de pedido de atenção.
CHEIRAR O TRASEIRO DE OUTROS CÃES
É um gesto de cordialidade entre a espécie! Ele identifica os outros animais através do odor singular que cada cão possui.

ESGRAVATAR TERRA OU RELVA PARA COBRIR AS FEZES

Existem relatos que explicam como tal atitude se compara a um controle sanitário, uma vez que o cão está a evitar que outro animal se contamine com uma eventual doença ou parasita. Relatos diferentes defendem que tal se deve uma vez mais a comportamentos próprios dos cães selvagens, que assim tentavam camuflar os seus rastos, evitando confrontos com inimigos e predadores.
DEITADO DE BARRIGA PARA CIMA

É um sinal claro de que está “derretidinho por si”. Quando numa briga o cão se virar de barriga para cima significa que se submete e admite a superioridade do rival. Quando está a brincar, este comportamento procura agradá-lo, demonstrando que sabe bem quem é o dono de quem.
ESCONDER OBJETOS

Uma das muitas heranças da ascendência selvagem, que remonta à época em que a escassez era tanta que os cães procuravam comida que tivesse ficado enterrada por alguma razão. A tradição manteve-se e o cão atual escava tocas na terra e mesmo dentro de casa procura um canto mais escondido para guardar os seus brinquedos preferidos.
ESFREGAR-SE NA PESSOA

Normalmente sugere uma brincadeira ou um pedido de carinho. Se ele se passear por entre as suas pernas não é mais do que um pedido nítido de carinho, mas se ele se deitar no chão de barriga para cima, não o julgue por menos.
FAZER AS NECESSIDADES NAS SUAS COISAS

Se o cão andar pela casa a fazer xixi pelos cantos é um comportamento normal de um cachorro. Mas se ele andou a fazê-lo em cima das suas coisas, tudo se altera. Provavelmente ele está zangado consigo e quis mostrar-lhe isso mesmo. Para demonstrar ainda mais a sua zanga pode tentar estragar as suas coisas, despedaçando-as. Claro que um cachorro fá-lo muito mais frequentemente e basta falar-lhe num tom mais alto que ele perceberá.
PERSEGUIR GATOS

Os gatos são essencialmente um divertimento, mais do que uma refeição. Por serem peludos, pequenos, rápidos e estarem sempre prontos a fugir, estes animais têm uma apetência especial para despertar os instintos predatórios do cão. Mas como o cão consegue fazer claras distinções entre os gatos, pode muito bem dar-se harmoniosamente com o gato da família e contudo perseguir os desconhecidos.
TRISTEZA

Descontentamento; Impaciência; Pedido de algo; Ciúme; Medo, Alegria; Insegurança; Solidão.
CABEÇA INCLINADA PARA O LADO

Atenção; Concentração.
CABEÇA BAIXA

Tristeza; Mal-estar; Dor; Abatimento.
SORRISO

Submissão; Simpatia.
BOCA ABERTA COM A LÍNGUA PARA FORA

Cansaço; Calor; Excitação
CONVITE À BRINCADEIRA

O cão adulto abaixa a parte da frente do corpo, mantendo a ele trás levantada; Mordidinhas nos calcanhares dos donos; Empurrões com o focinho.
SUBMISSÃO ATIVA

Na submissão ativa o cão encolhe o corpo, abaixa a garupa com o rabo entre as pernas. A frente do corpo também é rebaixada. A expressão facial não é ameaçadora. Todas as partes do corpo são mantidas para trás: as orelhas, os cantos da boca, os cantos dos olhos. O cão desviará o olhar, evitando manter contato visual. O cão se movimentará de forma rastejante em frente do outro cão ou pessoa. Quando estiver nesta postura, o cão irá lamber a boca de seu superior na escala hierárquica.
SUBMISSÃO PASSIVA

Nesta postura o cão fica paralizado. Vira de barriga para cima, cauda firmemente apertada contra a barriga, cabeça virada para um lado, tentando evitar o contato visual. Poderá urinar quando nesta postura, mas não se moverá. Poderá lamber seus
próprios lábios ou nariz.
STRESS

Mesmo não sendo exatamente uma postura, é importante reconhecer seus sinais. Quando um cão está sob stress, mantém o corpo e a cauda abaixados, orelhas e cantos da boca para trás e estará ofegando ou passando a língua pelos lábios. Um cão estressado transpira pelas almofadas plantares e dependendo do piso poderá se ver suas pegadas molhadas. As pupilas estarão dilatadas. Quando um cão está sob stress, não poderá ocorrer aprendizado.
MEDO

Agacha-se, sai correndo; Lambe os lábios repetidas vezes; Rabo colocado entre as pernas; Evita olhar diretamente para o objeto ou a pessoa que o amedronta; Urina; Defeca. Pede ajuda ou proteção ao dono; Esconde-se.
ALEGRIA

Saltos; Lambidas; Choro; emissão de urina.
PEDIR ALGO

Olha alternadamente para o objeto desejado e a pessoa repetidas vezes; Coloca a pata no braço ou no colo da pessoa repetidas vezes; Choro.
RESSENTIMENTO

Vira-se de costas para a pessoa que o magoou. Não atende os seus chamados; Ignora a pessoa.
ATITUDE DE DELATAR-SE

Quando o dono retorna a sua casa, em lugar de ser alegremente recepcionado pelo cão, este sai de fininho, ou adota imediatamente a posição de submissão.
TIMIDEZ

Diante de uma pessoa estranha, o cão aproxima-se aos poucos, recuando algumas vezes e mantendo um andar com o corpo abaixado. Avança e recua repetidas vezes, demonstrando insegurança em realizar contato.
E POR FIM, QUANDO ELES SABEM QUE FIZERAM ALGO ERRADO.


