Buldogue Francês

Buldogue Francês
Fevereiro 15, 2012 AlexKB

 

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A origem do buldogue francês é controversa, mas é de opinião geral que seu berço é francês e que pertence ao grupo dos molossos.

Molossos são cães, na sua maioria, pesados, ossudos, de cabeça maciça, redonda ou em cubo, focinho em geral curto; lábios espessos e longos, stop considerável, corpo maciço, e tórax amplo. Diz-se que esses cães têm como ancestral em comum o antigo “molosso tibetano”.

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A Revolução Industrial – ocorrida em meados do século XIX – provocou a migração de artesãos ingleses, especialmente da região de Nottingham (Inglaterra), para o extremo norte da França, na região de Calais e Normandia. Esses artesãos ingleses carregavam consigo pequenos buldogues, chamados de “toy bulldogs”.
O que eram os “toy bulldogs” é bastante especulado. Há quem diga que eram miniaturas de buldogues ingleses, escórias dos criatórios tradicionais que almejavam cães grandes e fortes. Há quem diga que resultados de acasalamentos entre buldogues ingleses, pugs e terriers de terras inglesas.

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Por sua vez, em terras Belgas e Francesas, existam os “Terriers Boules ou Ratiers”. Havia inclusive criadores dessa raça caçadora de ratos! Monsieur Charles Petit foi um parisiense, que criou terrier boules na Bélgica por muitos anos, antes de retornar à França com seus melhores cães. Os historiadores contam que entre os ancestrais dos terriers boules estão os pugs, os affenpinschers e alguns terriers.
Em solo francês, os toy bulldogs e terrier boules acasalaram-se e, os frutos dessa mistura agradaram. Eram ótimos no extermínio de roedores e bons de companhia. Em pouco tempo espalharam-se pelo país. Estes foram os primeiros exemplares dos “bouledogues françaises”!

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Os açougueiros e ajudantes do matadouro de La Villette, em Paris, foram os primeiros a criar o Buldogue Francês. Depressa foram imitados por cocheiros, sapateiros, vendedores ambulantes de frutas e até por agentes da polícia que se entusiasmaram com o pequeno Boule (Boule é a apócope de Bouledogue Français, nome francês do Buldogue Francês). Nos cafés organizavam-se reuniões para comparar os melhores exemplares; trocavam-se conselhos e, sobretudo, tentava-se obter cães mais fortes sem medir sacrifícios. Transformado na estrela de Paris dos ofícios humildes, o boule freqüentava os bairros populares de Pantin, Belleville e Lês Halles. O seu físico, o seu tamanho reduzido, a sua peculiar fisionomia, o seu caráter absolutamente encantador começaram a impor-se e a cativar os cada vez mais numerosos aficionados dos cães de cara chata.
Pouco depois, o Boule introduzir-se-ia nas casas públicas onde as mulheres de Belle Époque o adotaram por causa do aspecto excêntrico. Imortalizado por Toulouse-Lautrec no seu quadro Le Marchand de Marrons (O Vendedor de Castanhas) em 1901, o Buldogue Francês percorria como um conquistador os Champs Elysées, os grandes boulevards, o Bois de Boulogne…
Mistinguett, Colette, Mac Orlan, o rei Eduardo VII e alguns grandes duques da coete da Rússia rendiam-se ao encanto deste pequeno cão exótico, cujo corpo musculoso e andar gingado evocavam os rufiões da feita. Este repentino interesse, fomentado pela tout Paris contribuiu em grande medida para o auge do Buldogue Francês que ainda hoje, apesar da raça ser considerada “exótica”, desfruta de grande notoriedade, principalmente no exterior.
Em 1888, foi fundado o 1º clube francês oficial da raça, chamado “Clube Marcel Roger”. Nesta ocasião, o primeiro padrão do buldogue francês foi descrito:
aspecto de “pequeno Hércules”;
garganta larga e quadrada;
trufa arrebitada e retraída;
orelhas curtas e arredondadas;
exemplares com orelhas eretas devem formar outra classe em exposições;
machos devem pesar até 15 kg;
fêmeas devem pesar até 12,5 kg.
Em 1890, foi fundado o 2º clube francês oficial da raça, “Clube dos Amantes do Buldogue Francês”.

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Em 1894, a “Sociedade Central Canina”, reconheceu o Buldogue Francês como raça e pediu a união dos dois clubes pré-existentes, dessa maneira, foi fundado o “Clube do Bouledogue da França”.
Assim, era possível ler na imprensa especializada: “Nós, ingleses, que sempre tivemos um grande afeto pelo nosso cão nacional (Buldogue Inglês), teremos que repudiar esse pequeno monstro indescritível que trouxeram para o nosso país, por mais que o chamem de Buldogue Francês”.
A raça foi reconhecida nos EUA em 1898. É indiscutível que sem a influência e dedicação de criadores do continente Americano, a raça talvez não seria o que fosse hoje. Foram eles que organizaram o 1º clube do buldogue francês do mundo e foram eles que insistiram com as “orelhas de morcego”.
As orelhas de um Bulldog Francês são de primeira importância e devem sempre ser do tipo “morcego”! Igualmente importante é aquela indescritível e conhecida expressão facial do Bulldog Francês. Eles parecem não só escutar, mas também compreender cada sentimento de nossas palavras. Aliás, isto é verdadeiramente apaixonante.
Um ponto de interesse histórico do Buldogue Francês: um Boule que foi segurado pelo valor “astronômico” (para a época) de U$750,00 (setecentos e cinquenta dólares) estava a bordo do famoso e naufragado Titanic. Seu nome era Gamin De Pycombe, propriedade do banqueiro Mr. Robert W. Daniels.
Realmente, o buldogue francês é uma das poucas raças que deve sua existência aos esforços de criadores de diferentes países, França, Bélgica e Estados Unidos.

Cores da raça
Buldogues Franceses apresentam-se em uma enorme e linda variedade de cores. Praticamente todas as cores são permitidas, exceto: preto (totalmente preto sem uma única raja de outra cor), preto e marrom (tipo doberman), marrom e cinza. A exata natureza das cores marrom e cinza é assunto de inflamados debates entre criadores. Na realidade, essa distinção de cores é relevante apenas se o cão for levado às exposições. Um cãozinho com qualquer uma destas características poderia ser igualmente maravilhoso como companhia, assim como os tigrados, os cremes, os fulvos, os brancos!

Cores na Raça Bulldog Francês:
O que esta no padrão e o que não esta no padrão:

Existem várias cores de pelagens em Buldogues Franceses. Oficialmente, o padrão comenta que as cores são tigrado, fulvo, branco, tigrado e branco, qualquer cor, exceto as que constituem desqualificação, todas as nuances do fulvo são admitidas do vermelho ao café com leite.
. Tigrados são cães de pelagem preta, rajada com pêlos fulvos, em maior ou menor quantidade. Os exemplares de cor branca com marcações tigradas ou douradas, são denominados pieds (pied não tem tradução para o português).

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“Quando um cão tem um nariz muito escuro, olhos escuros com pálpebras escuras, despigmentação determinados da face poderá ser excepcionalmente tolerada nos cães muito bonitos. ”

TIGRADO

De longe pode ser confundido com “preto”, mas próximo ao cão percebe-se que o pêlo preto contém rajas de pêlo claro. Diz-se que o tigrado é “fechado” se há poucos pelos claros; diz-se que o tigrado é “aberto” se há muitos pêlos claros em meio à pelagem escura.

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DOURADO TIGRADO
Cães com este tipo de pelagem possuem mais pêlos dourados que pretos. Esta pelagem pode também pode receber a denominação de “tigrada reversa”.É muito comum a ocorrência da máscara facial preta.

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FULVO

Este tipo de pelagem apresenta uma enorme gama de variações, indo do dourado escuro ao dourado claro. É comum escutarmos variações do nome: vermelho, bege, castanho, etc. A máscara facial preta é um quesito de qualificação para cães com esta pelagem.

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BRANCO

O bulldog francês pode-se apresentar totalmente branco, assim como pode ter manchas da cor tigrada sobre a pelagem branca ou manchas da cor fulvo, sobre a pelagem branca. As manchas tigradas podem ser “mais ou menos abertas” e ocorrerem em maior ou menor intensidade, dependendo da genética do animal. Cães brancos com marcações de cor fulvo podem apresentar máscara preta.

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PIEDS

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CREME

Geneticamente, este é um tipo de fulvo, obviamente o mais claro de todos, exceto pela presença da máscara preta. Foi a última cor de pelagem dos Buldogues Franceses a ser aceita pela Federação de Cinofilia Internacional.

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Cores NÃO aceitas .

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Algumas cores não são aceitas pelo Padrão da Raça, e consequentemente, em exposições de conformidade. Algumas dessas cores são o fígado, o preto com marrom, o preto (totalmente preto sem nenhuma marcação de pêlos claros como os tigrados possuem), o cinza e o azul. Marcações de “ticking” (pequenas pintas pretas numa pelagem de fundo branco) muito fortes e abundantes não são desejadas. Veja algumas cores de Bulldog Francês abaixo. Note que a nomenclatura de certas cores de pelagem ainda é assunto de discussão no Brasil e no mundo

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MARROM
Esta cor de pelagem é uma desqualificação. Apresenta-se uniformemente marrom; também é marrom a pigmentação das mucosas. Os olhos apresentam uma matiz amarelada. (2)

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PRETO E MARROM

Esta cor de pelagem é uma desqualificação. Muito rara e impressionante, apesar de tudo.

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AZUL

Esta cor de pelagem é uma desqualificação.Apresenta pelagem azul, com ocorrência ou não de manchas claras. O nariz apresenta-se azulado, assim como as mucosas. A cor azul da pelagem pode estar ligada a uma doença genética chamada Alopécia por diluição de cor.

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BRANCO COM AZUL

Esta cor de pelagem é uma desqualificação. Apresentam-se manchas azuis sobre a vasta pelagem branca. O nariz apresenta-se azulado, assim como as mucosas.

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CREAM

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CINZA OU “CINZA-RATO”

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Esta cor de pelagem é uma desqualificação. Num primeiro relance, este cão pode parecer dourado, mas uma inspeção próxima revela uma pelagem cinzenta e pálida.Onde deveria haver uma máscara facial preta, no dourado, no cão cinza, a máscara é profundamente acinzentada, assim como a pigmentação das mucosas.
Comportamento

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O temperamento do Buldogue Francês também confere um tom especial à raça, são cães normalmente alegres, calmos, companheiros, brincalhões e muito inteligentes. Como todas as raças de companhia, eles necessitam, acima de tudo, de contato constante com humanos. Suas necessidades de exercícios são mínimas e variam de cão para cão. Sua natureza calma os torna grandes escolhas para aqueles que vivem em apartamento, assim como sua falta de interesse em latir.

Sendo uma raça de cara achatada, é essencial que seus futuros donos entendam que Buldogues Franceses não devem viver fora de casa.
Seu sistema de respiração comprometido não os permitem regular suas temperaturas eficientemente. Além do mais, os Bulldogs Franceses são bem pesados e podem ter dificuldade em nadar. Sempre cuidado quando exercitar seu Buldogue Francês no calor.

O nível de energia de um Buldogue Francês pode variar de hiperativo e energético até a relaxado e calmo. Mas geralmente é comum que o filhote seja mais ativo até os 12 ou 18 meses, quando ele se torna efetivamente um adulto e começa a acalmar.

Com a família
Ele até escolhe um dono preferido, mas é festeiro com todos da casa. Adora colo, carinho e demonstrações de afeto em geral. Embora não seja particularmente absorvente, não perde uma oportunidade de se aproximar para ganhar um cafuné. Recebe as pessoas com alegria e, se não for desestimulado desde cedo, com muitas lambidas de amor. Também é de seguir os donos pela casa, oferecendo companhia em tempo integral.

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Com pessoas estranhas
Salvo Buldogues que crescem enclausurados e afastados do convívio social, o que não é nada indicado, os cães da raça são simpatia pura com todo mundo. Podem dar três ou quatro latidos para avisar que as visitas chegaram, mas nada que represente hostilidade. Pelo contrário. Já recepcionam os visitantes abanando a cauda, que, aliás, de tão curta, ocasiona um típico rebolado geral na região posterior. Também pede carinho aos convidados e, volta e meia, os chama para brincar, levando seus brinquedos até eles.

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Com crianças
Se ele crescer longe do convívio com a garotada, pode se assustar quando for apresentando à típica energia ruidosa dos baixinhos humanos. Sua tendência, contudo, é manifestar seu receio procurando um recanto escondido e não se mostrando agressivo. Já exemplares acostumados com crianças tendem a ser tolerantes com elas e receptivos às suas brincadeiras. Vale lembrar que o Buldogue Francês, por ser pequeno, pode sair machucado se a folia passar dos limites. Por isso, supervisione a relação caso os pimpolhos sejam muito pequenos ou estejam muito agitados.

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Com outros cães e animais
Nem sempre o convívio entre exemplares machos – seja dois Buldogues ou um Buldogue e um cão de outra raça – funciona. Há vários relatos de conflito. Por outro lado, há também diversos casos de amizade harmoniosa. O sucesso ou fracasso dessa relação parece regido pelo espírito de liderança dos cães envolvidos: é importante que haja no máximo um líder na história. Já entre fêmeas, embora haja exceções, o convívio tende a ser pacífico. E com outros animais, desde que o Buldogue tenha crescido com eles, o dia-a-dia é promessa de paz e união. De forma geral, no entanto, os exemplares da raça tendem a aceitar os bichos com os quais convivem e não os desconhecidos. Por isso, se a idéia é introduzir um novo colega do reino animal no território de um Buldogue adulto, recomenda-se um período de adaptação devidamente supervisionado.

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O Buldogue Francês late muito?
Discreto por natureza, o Buldogue Francês late pouco e, quando o faz, é em tom rouco e baixo. Só se manifesta com latidos quando chegam visitas ou diante de acontecimentos que fujam da rotina. Mesmo assim, histeria não é com ele. Dá o seu aviso e logo se aquieta novamente. A vizinhança agradece.

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Destrutividade
Na infância, especialmente na fase de troca dos dentes, ele até apronta suas travessuras. Mesmo assim, nada de excepcional nem que não seja facilmente contornado com a devida orientação da família e com oferecimento de brinquedos apropriados. Quanto aos adultos, o mais comum é que não desapontem a família. Os raros casos de exemplares destruidores estão associados a donos significativamente ausentes e a ambientes desestimulantes, sem brinquedos nem qualquer tipo de atração para os cães.

Obediência
Ele não é dos mais obedientes. Mas, graças à natureza bem-comportada e pouco destruidora, as teimosias da raça não costumam se transformar em problemas de convívio. No conhecido ranking de obediência canina publicado no livro A Inteligência dos Cães, do psicólogo Stanley Coren, o Buldogue Francês obteve a 58a colocação entre as 79 estabelecidas. A avaliação do resultado detalha: os exemplares da raça tendem a repetir um mesmo exercício de adestramento por mais de 25 vezes até que demonstrem compreendê-lo. E geralmente só o assimilam totalmente após expostos a ele de 40 a 80 vezes. No dia-a-dia, contudo, quando a questão principal é seguir as normas domésticas e respeitar as vontades dos donos, o estilo desobediente exige apenas uma dose extra de paciência dos familiares para repetir duas ou três vezes alguns dos chamados e das ordens que o Buldogue insistir em ignorar.

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O Buldogue Francês é muito agitado?
O Buldogue Francês é medianamente ativo. Gosta de brincar com pessoas, com outros cães e até sozinho. Também nunca dispensa convites para atividades mais enérgicas. O focinho achatado, no entanto, que interfere na respiração, impede que tenha grande resistência. Os donos, por sua vez, devem evitar que ele extravase sua energia. Há relatos de exemplares que, por terem se agitado demais, acabaram com graves complicações cardiorespiratórias. O lado sossegado da raça também se manifesta com freqüência. O Buldogue é daqueles que ficam horas assistindo à TV ao lado da família.

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Inteligência
Ele se destaca quando o assunto é associar causa e efeito dos acontecimentos. É do tipo que sabe quando os donos estão de saída só por vê-los se arrumando e que reconhece a hora do passeio porque alguém pegou a coleira. Também resolvem alguns probleminhas por conta própria. Como são calorentos, não é raro que, em dias quentes, virem a vasilha de água para deitar sobre o chão molhado ou mesmo que entrem nela para uma refrescada mais caprichada. Justamente por isso, os criadores experientes recomendam cautela. Há casos de exemplares que optaram por mergulhar nas piscinas da casa. Acabaram afogados por não conseguir sair delas. O Buldogue é o 58º no ranking de inteligência.

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Padrão da raça oficial
CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE CINOFILIA Fédération Cynologique Internationale
Padrão FCI 101 06/04/1998 Classificação F.C.I.:
Grupo 9 – Cães de Companhia
Seção 11 – Cães Molossos de Pequeno Porte
Padrão FCI no 101 – 06 de abril de 1998.
País de origem: França
Nome no país de origem: Bouledogue Français
Utilização: Companhia, guarda e lazer Sem prova de trabalho

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RESUMO HISTÓRICO:

surgiu, provavelmente, como todos os Dogues, Molossos do império e do império romano, parente do Buldogue da Grã-Bretanha, dos Alanos da Idade Média, dos Dogues e pequenos Dogues da França. O Buldogue Francês, que conhecemos, é o produto de diferentes cruzamentos feitos pelos criadores apaixonados nos bairros populares de Paris no ano de 1880. Nesta época, os cães dos açougueirose cocheiros dos Halles souberam conquistar a alta sociedade e o mundo dos artistas pelo seu físico tão exclusivo e seu caráter. Daí se difundirem rapidamente. O primeiro Clube da raça foi fundado em 1880 em Paris. O primeiro registro de inscrição data de 1885 e o primeiro padrão foi redigido em 1898, ano no qual a Sociedade Canina Central reconheceu a raça do Buldogue Francês. O primeiro cão exposto foi um cão de 1887. O padrão foi modificado em 1931, 1932 e 1948; foi reformulado em 1986 por H. F. REANT e R. TRIQUET (publicação FCI 1987), depois em 1994 pelo Comitê do Clube do Buldogue Francês com a colaboração de R. TRIQUET.

APARÊNCIA GERAL:

tipicamente um molossóide de pequeno porte. Poderoso para seu pequeno talhe, brevilíneo, atarracado em todas as suas proporções, de pêlo raso, de focinho curto e trufa achatada, de orelhas empinadas, com uma cauda naturalmente curta. Seu aspecto é de um animal ativo, inteligente, muito musculoso, de estrutura compacta e sólida ossatura.

COMPORTAMENTO / TEMPERAMENTO:

sociável, alegre, brincalhão, esportivo e esperto. Particularmente afetuoso com seus donos e com crianças.

CABEÇA: muito forte, larga e cubóide. A pele forma pregas e rugas quase simétricas. A cabeça do Buldogue Francês é caracterizada por uma retração da maxila com o crânio, ganhando em largura o que perdeu em comprimento.

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REGIÃO CRANIANA

Crânio: largo, quase plano com a testa muito arqueada. Arcadas superciliares proeminentes, separadas por um sulco sagital particularmente desenvolvido entre os olhos. O sulco não se prolonga para a testa. Crista occipital muito pouco desenvolvida.

Stop: profundamente acentuado.

REGIÃO FACIAL
Trufa: larga, muito curta, arrebitada, com narinas bem abertas, simétricas e inclinadas obliquamente para trás. A inclinação das narinas bem como a trufa arrebitada devem todavia permitir a respiração nasal normal.

Cana nasal: larga, muito curta, apresentando pregas centrais simétricas, descendo sobre os lábios superiores (comprimento 1/6 do comprimento total da cabeça).

Lábios: espessos, um pouco soltos e pretos. O lábio superior junta-se uniformemente com o inferior e oculta completamente os dentes que jamais devem estar visíveis. O perfil do lábio superior é descendente e arredondado. A língua jamais deve ficar à mostra.

Maxilares: largos, quadrados, e poderosos. A mandíbula descreve uma curva ampla, projetando-se à frente dos maxilares. Com a boca fechada, a proeminência da mandíbula (prognatismo) é moderada pela curvatura dos ossos mandibulares. Essa curvatura é necessária para evitar um afastamento muito grande da mandíbula.

Dentes: os incisivos inferiores de modo algum podem estar atrás dos superiores. A arcada dos incisivos inferiores é arredondada. Os maxilares não podem apresentar desvio lateral nem torção. O afastamento das arcadas dos incisivos não é rigorosamente limitado, a condição essencial é que os lábios superiores e inferiores se fechem bem justos de forma a ocultar completamente os dentes.

Faces: os músculos são bem desenvolvidos, mas sem relevo.
Olhos: expressão alerta, de inserção baixa, bem longe da trufa e, principalmente, das orelhas; de cor escura, bastante grandes, bem redondos, ligeiramente protuberantes, sem deixar aparente qualquer traço do branco (esclerótica) quando o exemplar olha direto para a frente. A borda das pálpebras é preta.

Orelhas: de tamanho médio, largas na base e arredondadas na ponta. Inseridas no alto da cabeça, sem ficarem muito próximas, e portadas eretas. A abertura da concha acústica é voltada para a frente. A pele é fina e macia ao toque.

PESCOÇO: curto, ligeiramente arqueado, sem barbelas.

TRONCO
Linha superior: progressivamente ascendente no lombo para descender rapidamente na direção da cauda. Esse perfil da linha superior deve ser almejado por causa do lombo curto.

Dorso: largo e musculoso.
Lombo: curto e largo.
Garupa: inclinada.
Peito: cilíndrico e bem profundo, costelas chamadas em barril, muito arqueadas.
Antepeito: amplamente aberto.
Ventre: retraído sem ser esgalgado.

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CAUDA:

curta, de inserção baixa na garupa, rente às nádegas, grossa na raiz, em espiral ou quebrada naturalmente e afilada na ponta. Mesmo em movimento, deve ser portada abaixo da horizontal. A cauda relativamente longa (sem ultrapassar a ponta do
jarrete), quebrada e afilada, é admitida, mas não almejada.

MEMBROS
ANTERIORES: vistos de perfil e de frente, são aprumados, paralelos e bem separados.

Ombros: curtos, grossos, revelando uma musculatura firme e aparente.
Braços: curtos.
Cotovelos: trabalham estreitamente ajustados ao corpo.
Antebraços: curtos, bem afastados, retos e musculosos.
Carpos e metacarpos: sólidos e curtos.

POSTERIORES:fortes e musculosos, um pouco mais longos que os anteriores, elevando, assim, o trem posterior. Vistos por trás e de perfil, as pernas são verticais e paralelas.

Coxas: musculosas, firmes, sem serem muito arredondadas.
Jarretes: bem descidos, nem muito angulados, nem, principalmente, muito retos.
Metatarsos: sólidos e curtos. O Buldogue Francês deverá nascer sem ergôs.

PATAS: as patas anteriores são redondas, pequenas, chamadas pés de gato, bem pousadas no solo, ligeiramente voltadas para fora. Os dedos são bem compactos, de unhas curtas, grossos e bem separados. As almofadas plantares e digitais são duras, espessas e pretas. Nos exemplares tigrados, as unhas devem ser pretas. Nos particoloridos (tigrados fulvos e brancos), e nos fulvos, a preferência será pelas unhas escuras, sem, entretanto, penalizar as unhas claras. As patas posteriores são bem compactas.

MOVIMENTAÇÃO: passadas fluentes, com os membros deslocando-se paralelamente ao plano médio do corpo.

PELAGEM
Pêlo: lindo pêlo raso, cerrado, brilhante e macio.
COR
• uniformemente colorido fulvo, tigrado ou não, ou com manchas limitadas (Pied).
• fulvo tigrado ou não, com manchas médias ou predominantes.
Todas as nuanças do fulvo são admitidas, do vermelho ao café com leite. Os exemplares inteiramente brancos são classificados dentro dos fulvos tigrados com manchas brancas predominantes. Desde que um exemplar apresente a trufa muito escura, olhos escuros debruados com pálpebras escuras, alguma despigmentação da face poderá ser excepcionalmente tolerada nos cães muito bons.

TAMANHO / PESO:o peso não deve ser inferior a 8 quilos, nem superior a 14 quilos; para um Buldogue em bom estado, o talhe é proporcional ao peso.

FALTAS: Qualquer desvio dos termos deste padrão deve ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade.
– trufa estreita ou pontuda e roncadores crônicos;
– lábios que não se tocam à frente;
– olhos claros;
– barbelas;
– cotovelos abertos;
– jarrete de porco ou deslocado para a frente;
– cauda portada alta, muito longa ou anormalmente curta;
– pelagem com cores salpicadas;
– pêlos muito longos;
– despigmentação dos lábios;
– passadas incorretas.

FALTAS GRAVES
– incisivos à mostra com a boca fechada;
– língua à mostra com a boca fechada;
– andadura com movimentos rígidos nos anteriores (cão batendo tambor);
– despigmentação na cabeça, exceto no caso previsto no padrão dos fulvos tigrados
com manchas brancas médias e dos fulvos com manchas limitadas ou predominantes;
– peso excessivo ou insuficiente.

DESQUALIFICAÇÕES
– olhos de cores diferentes;
– trufa de outra cor que não a preta;
– lábios leporinos;
– incisivos inferiores em articulação atrás dos superiores;
– exemplares com os caninos à mostra com a boca fechada;
– orelhas não portadas empinadas;
– mutilação das orelhas, da cauda ou dos ergôs;
– ergôs nos posteriores;
– pelagem preta e castanho, cinza rato ou marrom;
– anurismo.

NOTAS:
• os machos devem apresentar os dois testículos, de aparência normal, bem descidos e acomodados na bolsa escrotal.
• todo cão que apresentar qualquer sinal de anomalia física ou de comportamento deve ser desqualificado.

 

PADRÃO COMENTADO DO BULDOGUE FRANCÊS
COM ABORDAGENS PARA JULGAMENTO E CRIAÇÃO

 

PADRÃO DA RAÇA COMENTADO

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A CABEÇA
Cabeça – Muito forte, larga e quadrada; a pele que a recobre forma pregas e rugas quase simétricas. A cabeça do Bulldogue Francês é caracterizada pela retração da zona maxila-nasal, sendo assim o crânio ganha em largura o que perdeu em comprimento.

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REGIÃO CRANIANA

Larga, quase plana, com a testa muito convexa. Arcadas superciliares (sobrancelhas) proeminentes, separadas por um sulco sagital particularmente desenvolvido entre os olhos; o sulco sagital não deve extender-se sobre a testa.
Crista occipital muito pouco desenvolvida.

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Stop – Profundamente acentuado.

Orelhas – De comprimento médio, largas na base e arredondadas na ponta. Inseridas no alto da cabeça, não muito próxima uma da outra e portadas eretas. A abertura da concha acústica é voltada para a frente. A pele deve ser fina e macia ao toque.

Pescoço – Curto, ligeiramente arqueado e sem barbela.

Olhos – Expressão alerta, de inserção baixa, bem distante da trufa e principalmente das orelhas, de cor escura, bem grandes, bem redondos, ligeiramente protuberantes, sem deixar aparente qualquer traço de branco (esclerótica) quando o cão estiver olhando para a frente. A borda das pálpebras deve ser preta (obrigatoriamente preta).

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REGIÃO FACIAL
Trufa – Larga, muito curta, arrebitada, com narinas bem abertas, simétricas, e inclinadas obliquamente para trás. A inclinação das narinas assim como a trufa, arrebitadas, devem todavia permitir uma respiração nasal normal.

Focinho – Muito curto, largo; apresenta pregas centrais, simétricas, que descem sobre os lábios superiores (o comprimento é proporcional – aproximadamente / por volta – a 1/6 do comprimento do crânio).

Lábios – Espessos, um pouco soltos e pretos. O lábio superior junta-se uniformemente com o inferior de modo a esconder completamente os dentes, que jamais devem estar visíveis. O perfil do lábio superior é descendente e arredondado. Nunca se deve ver a língua quando a boca estiver fechada.

Bochechas – Os músculos das bochechas são bem desenvolvidos mas não salientes.

Maxilares – Largos, quadrados e poderosos. A mandíbula forma uma curva ampla, projetando-se à frente dos maxilares. Com a boca fechada, a proeminência da mandíbula (prognatismo) é moderada pela curvatura dos ossos mandibulares. Essa curvatura é necessária para evitar uma projeção excessiva da mandíbula (cães com dentes a mostra). Os incisivos inferiores não devem jamais estar atrás dos incisivos superiores (cães egnonatas). A arcada dos incisivos inferiores é arredondada. Os maxilares não devem apresentar desvios laterais e nem torção mandibular.

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O PROGNATISMO
Definição – O prognatismo é uma distrofia, que ocorre na formação do esqueleto, da mandibula em proporção ao maxilar superior, ou mais simplesmente, a mandibula é maior que o maxilar superior onde os incisivos e os caninos inferiores, ficam à frente dos incisivos e caninos superiores.

Limites do prognatismo – Se tem um prognatismo mínimo quando todos os incisivos inferiores não estão em contato e estão à frente dos incisivos superiores (prognatismo normal). Se tem um prognatismo máximo permitido até que os incisivos não estejam visíveis quando a boca estiver fechada (boca fechada sem dentes aparente).

Formas de prognatismo –
No sentido horizontal: visto pela frente, a arcada dentária onde estão implantados os incisivos e caninos deve ser retilínea. os incisivos estejam implantados um ao lado de outro sem importantes acavalamentos; uma arcada dentária muito arredondada poderá acentuar o prognatismo dando uma expressão errônea.
No sentido vertical: a mandíbula é curvada em forma côncava, por isso a extremidade da mandíbula fica à frente do maxilar superior com um efeito arredondado; os incisivos inferiores escondem os superiores. Um desvio da mandíbula pode interferir com um bom prognatismo.
DEFEITOS DO PROGNATISMO
– A forma e o tamanho da mandíbula são responsáveis.

Mandíbula muito curta: os incisivos inferiores estão retraídos em relação aos superiores (mordedura em tesoura). Os incisivos superiores tocam aqueles inferiores (mordedura em torquês).

Mandíbula muito longa: os dentes ficam visíveis com a boca fechada (prognatismo excessivo).

Mandíbula muito plana: o osso mandibular é plano ao invés de ser côncavo; não hávendo uma oclusão completa da boca, a língua passa entre os dentes.

Conclusão – Para se julgar um proggnatismo é suficiente levantar os lábios superiores mantendo a boca fechada. Se os incisivos inferiores esconderem completamente ou em parte os incisivos superiores, então o prognatismo é bom. Não tem importância se o prognatismo é marcado ou leve, basta que seja correto.

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PERFIL DA CABEÇA
Definição – O perfil da cabeça do Bulldogue Francês é definido por uma linha reta, tangente ao queixo, à trufa e à testa, ligeiramente inclinada formando um ângulo de 60o com a horizontal. Esta inclinação (lay-back) é devida a retração da trufa e a conseqüente lógica de um stop marcado e de um focinho curto.

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Perfil da testa correta – para se visualizar o perfil da cabeça é suficiente posicionar a palma de nossa mão aberta, inclinada a 60º na frente do rosto do exemplar; o perfil estará correto quanto a mão tocar a testa, trufa e queixo.
DEFEITOS DO PERFIL DA CABEÇA
Os defeitos derivam principalmente da falta de alinhamento dos 3 pontos ou da falta em relação a inclinação. A representação gráfica nos ajudará a compreender a causa do defeito.

1) defeito de alinhamento, é devido à mudança de um dos parâmetros.

a) o perfil é côncavo (Buldogue hipertípico)

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b) o perfil é convexo (Buldogue hipotípico)

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2) defeito de angulação, é devido à mudança de dois parâmetros.

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Conclusão – Se a cabeça do Bulldogue Francês é deste modo caracterizada, deve-se sobretudo a seu perfil. É preciso entretanto manter uma linha correta, sem buscar o hipertipo que nos trás problemas de saúde muitas vezes irremediáveis.

A TRUFA
Definição – Larga, muito curta, arrebitada, com narinas bem abertas e simétricas, inclinadas obliquamente para trás.

A trufa de Bulldogue Francês, mesmo sendo curta, deve ser suficientemente larga com narinas amplas e com um sulco central sutil e bem definido que os separa. Narinas amplas são essenciais para a saúde de todas as raças de canal nasal (focinho) retraído / curto, isso para que uma quantidade suficiente de ar possa entrar facilmente aos pulmões, sem nenhum esforço.

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A MANDÍBULA
Definição – A mandíbula forma uma curva ampla, projetando-se à frente dos maxilares. Com a boca fechada, a proeminência da mandíbula (prognatismo) é moderada pela curvatura dos ossos mandibulares. Essa curvatura é necessária para evitar uma projeção excessiva da mandíbula (cães com dentes a mostra).

Não é suficiente para um Bulldogue Francês ter uma mandíbula possante – a maioria tem; o importante é a curvatura. A curvatura da mandíbula deveria iniciar da junção dos dois lados da cabeça e desenvolver-se em um movimento semi circular, alcançando seu ponto mais baixo entre a articulação e a parte central anterior. Em direção a sua extremidade, a curva deveria ser mais acentuada, alcançando o maxilar de modo a esconder os dentes quando a boca estiver fechada.
Pode-se examinar a curvatura tocando os ossos da articulação com o crânio até o meio da boca.

Defeitos da Mandíbula – Os defeitos mais comuns na estrutura da mandíbula são: muito reta, muito curta, muito estreita, falta da curvatura em direção a sua extremidade; um outro defeito é a terminação em ponta, que afina o focinho.

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ORELHAS
A orelha é uma das características essenciais do Bulldogue Francês; sem conchetomia, ela é naturalmente ereta, característica pouco comum nos molossoides.

A forma, o tamnho e a inserção o qualificam como orelha de morcego. Em relação a isso, deve-se lembrar o esforço dos primeiros criadores da raça que lutaram no final do século XIX e início do século XX para conseguirem o reconhecimento, apesar das rígidas interpretações do padrão.

História – o Bulldogue toy, antecessor do Bulldogue Francês possuia as orelhas não eretas, em concha ou em rosa, sendo dobradas a frente logo acima da base com a ponta voltada para fora, é evidente que a transformação da orelha não ocorreu de um dia para outro, mas durou cerca de vinte anos e os padrões são prova disso.

Padrão de 1888: a orelha é em concha, mas se diz que exemplares com orelhas eretas são julgados em uma classe especial.

Padrão de 1896: é reconhecido a orelha ereta, não cortada, definida como de morcego e orelha de concha não é mais aceita.

Padrão de 1898: a orelha ereta é a mais comum e orelha em concha é qualificada como inadmissível.

Padrão de 1932: a orelha de morcego é definitivamente adotada por todos os países e não é mais mencionado orelha em concha.

Na última década do século XIX teve quem estivesse contra e a favor da orelha ereta; os Franceses as adotaram rapidamente e deste modo os Americanos que também queriam uma orelha ereta e sem corte, tanto que exaltaram em 1897 um cão importado da França que tinha as orelhas de morcego. Ao contrário, os Ingleses deram trabalho para aceitar este tipo de orelha, tanto que ainda em 1909 ainda era penalizado em exposições e somente em 1910 os Boule com orelhas eretas puderam triunfar às primeiras colocações.

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Anatomia – A cartilagem da orelha do Bulldogue Francês é grossa e muito rígida, as cartilagens moles ou dobradas não são aceitas. A musculatura tonica sustenta a concha auricular ainda precocemente, e não é raro de presenciar filhotes com 4 ou 5 semanas de vida com as orelhas perfeitamente eretas. A pele é sutir, recoberta por um pêlo macio e fino.

Definição – De comprimento médio, largas na base e arredondadas na ponta. Inseridas no alto da cabeça, não muito próxima uma da outra e portadas eretas. A abertura da concha acústica é voltada para a frente. A pele deve ser fina e macia ao toque. Os defeitos podem ser pelo comprimento, pela forma, pelo porte e inserção; defeitos eliminatórios são orelhas não eretas e orelhas artificialmente sustentadas por conchotomia ou próteses.

a) comprimento: o comprimento é definido como médio e isso ocorre quando a orelha dobrada pra frente toca a extremidade superior do olho.

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A orelha será será considerada comprida quando superar a comissura da pálpebra (veja o velho tipo do Bulldogue).

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A orelha é considerada curta quando chegar ao nível da testa sem tocar no olho; a razão de se preferir orelhas curtas é devido à maior facilidade da orelha ficar em pé, entretanto é um desvio do tipo.

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b) forma: larga na base e arredondada na extremidade, o orifício auricular deve estar inteiramente visível.

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O defeito mais comum é relativo a extremidade superior em ponta e não arredondada.

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c) inseridas: porte e inserção das orelhas estão estreitamente relacionadas entre si; geralmente a inserção é alta sobre o crânio e forma uma divergência de cerca de 25º em relação a vertical; se colocássemos esta medida num mostrador de relógio, seria 11:05h.

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Se a a inserção estiver muito alta sobre o crânio, a divergência será zero, criando um ângulo igual a zero em relação a vertical.

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Ao contrário, se a inserção for muito baixa em relação ao crânio, a divergência será muito acentuada, dando a impressão de uma cabeça bovina.

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Concluindo, visto que o Bulldogue Francês é portanto uma raça antiga, que soube manter até os dias de hoje a sua morfologia originária, como sua orelhas de morcego, seria por bem preservar as características para o futuro.
OLHOS
O Buldogue Francês tem uma expressão alerta, viva, expressiva e especialmente travessa. Por ter um focinho quase plano, os olhos posicionados próximos ao nariz, o Bulldogue parece ter um rosto humano e os olhos bem abertos e brilhantes reforçam esta expressão.

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Anatomia – A região do olho compreende a arcada supraciliar, as pálpebras e o globo ocular.

a) Arcada supraciliar é a base óssea ao redor das fossas orbitais em continuidade com a parte da testa acima do olho; é uma região muito pronunciada, arredondada, mas não saliente.

b) As pálpebras são os elementos de proteção dos olhos; a pálpebra superior e a pálpebra inferior se juntam no nível das comissuras palpebrais (ponto de junção): a comissura interna é chamada de nasal, enquanto que a externa é chamada de temporal. A abertura palpebral define a forma do olho, como direção, dimenção e forma; a terceira pálpebra ou membrana nictitante está posicionada no ângulo nasal da abertura palpebral, onde as margens devem ser pigmentadas.

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c) do globo ocular, são visíveis a pupila preta, a íris e as vezes a esclera, de cor branca pérola, que contorna a íris; as variações envolvem a cor da íris.

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Definição – Expressão alerta, de inserção baixa, bem distante da trufa e principalmente das orelhas, de cor escura, bem grandes, bem redondos, ligeiramente protuberantes, sem deixar aparente qualquer traço de branco (esclerótica) quando o cão estiver olhando para a frente. A borda das pálpebras deve ser preta.

Os pontos essenciais são a posição, a forma, o tamanho, a cor e a expressão.

a) A posição: os olhos são inseridos baixos em uma linha imaginária tangente passando pela parte inferior da pálpebra e pela parte superior da trufa. Em relação ao nariz, o ângulo nasal das pálpebras se encontra a uma distancia quase igual a largura do próprio olho, enquanto que o comprimento da orelha define a distância entre o ângulo temporal das pálpebras e da base da orelha.

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Os defeitos da posição dos olhos são olhos muito próximos e olhos muito distantes entre sí.

Olhos muito próximos são conseqüência de um posicionamento muito baixo dos mesmos e se encontram em cães com stop muito acentuado, da trufa muito arrebitada e de focinho muito curto, ou seja, em exemplares hipertípicos.

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Olhos muito distantes são conseqüência de um posicionamento muito alto dos mesmos, são atribuídos a uma arcada superciliar (sobrancelhas) pouco desenvolvida, testa pouco desenvolvida e stop pouco marcado, características da falta de tipicidade da raça; observa-se com frequencia a forma do olho menos arredondada e com olhar triste.

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b) A forma: a abertura palpebral é redonda, tão larga quanto comprida e corresponde a quase toda a superfície da íris, por isso o olho parece ligeiramente protuberante, e não globoso. Os defeitos são: olho muito pequeno, olho globoso e olho amendoado.

Olho muito pequeno ocorre quando as pálpebras são pouco desenvolvidas, de abertura limitada e com a superfície da íris pouco visível.

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Olho globoso parece não ter epaço suficiente nas órbitas; não só é visível toda a superfície da íris, como também é visível o branco da esclerótica quando o cão estiver olhando para frente; este defeito é percebido quando o cão está em repouso, e as vezes somente quando está excitado.

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Olho amendoado é quando a altura do olho é quase a metade da largura.

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c) A pigmentação: por pigmentação se compreende a cor da íris e a pigmentação das pálpebras.
A cor da íris é escura: geneticamente são três os alelos em ordem de dominancia: o marrom escuro , o avelã (cor inter mediária) e o amarelo; entre estes alelos não existe uma dominância completa, portanto todas as nuances são possíveis, geralmente se encontram cores entre o marrom escuro e o avelã, enquanto que o amarelo pode ser encontrado, mas não é absolutamente desejado.

A cor dos olhos está intimamente ligado à cor da pelagem: os mais escuros terão olhos tendendo ao marrom, enquanto que os mais claros terão os olhos tendendo à avelã. A cor azul é uma despigmentação parcial ou completa de um olho ou de ambos e é um defeito de desclassificação.

As pálpebras devem ser completamente pigmentadas de cor negra, incluindo a borda da terceira glândula; nos exemplares caille, quando o olho não for envolvido por uma superfície de pêlo tigrado ou fulvo, poderá faltar pigmentação ao redor do olho e somente após junho de 2008 a pigmentação da pálpebra nos exemplares caille não deverá mais ser considerada um defeito, como era considerado anteriormente.

d) expressão alerta , assim caracterizada pelo olho do Bulldogue Francês é o resultado de todas as características mencionadas no padrão.

 

LINHA SUPERIOR DO CORPO
Definição – o perfil superior do corpo do Bulldogue Francês é uma linha que vai da base do crânio até a cauda. Esta linha é dividida em 3 partes: inserção, a linha do dorso e a cauda, seguindo logicamente a forma da coluna vertebral em seu movimento..

Linha superior – linha superior de um corpo ereto

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Pescoço – as vértebras cervicais são o sustento anatômico do pescoço. Ele é curto e ligeiramente arqueado (curvado), esta curva depende da conformação das vértebras cervicais e principalmente da articulação da primeira vértebra cervical com a base do crânio.

Linha dorsal –  do dorso, do lombo e da garupa. É fundamental diferenciarmos entre a linha dorsal e o dorso, pois no Bulldogue quando se diz que o dorso é retilíneo, imagina-se que a linha dorsal é retilínea.

a) a cernelha – anatomicamente corresponde às primeiras 4a e 5a vértebras torácicas no nível da inserção da escápula. O desenho da cernelha é a continuação da curvatura do pescoço, seguindo a borda superior da escápula, para terminar no inicio do dorso com a depressão dorsal.

b) o dorso – anatomicamente corresponde às 8a e 9a vértebras torácicas sucessivas. Se inicia na depressão dorsal, o ponto mais baixo do perfil superior do corpo, depois sobe levemente até a última das costelas.

c) o lombo – as 7 vértebras lombares são o suporte anatômico do lombo. Ele deve ser curto e subir uniformemente até o início da bacia na junção com o osso ilíaco. Por isso o lombo é mais alto na sua parte final. Está é uma característica solicitada no Bulldogue.

d) a garupa – anatomicamente corresponde às 3 vértebras do osso sacro, a parte dorsal da bacia é obrigatoriamente oblíqua até quando a inserção da cauda for baixa.

Conclusão – a linha dorsal é característica dos exemplares ultra brevilíneos. O ponto mais baixo é a depressão dorsal e o ponto mais alto é o osso ilíaco. O lombo que sai da frente para trás e a garupa descendente oblíqua dão a esta curvatura o nome de roach-back (dorso di rutilo o gardon – tipo de peixe) ou de karpfenruecken (dorso carpeado).

Cauda – no Bulldogue o número das vértebras coccígeas é pequeno. Estas vértebras unidas entre si dão rigidez à cauda. É inserida baixa na garupa, rente às nádegas, grossa na base, em espiral ou quebrada naturalmente e afilada na ponta. Mesmo em movimento deve ser portada abaixo da horizontal.

DEFEITOS DA LINHA SUPERIOR DO CORPO
Defeitos do pesçoco:

a) pescoço muito comprido é um defeito que se encontra nos cães muito longilíneos, onde as vértebras cervicais (como os outros ossos) são muito compridas.

b) pescoço em S ou pescoço de cisne é resultante de uma articulação errônea entre o crânio e a nuca, onde a nuca tem uma inserção muito retraída.

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Defeitos da linha dorsal:

a) o dorso selado é resultado da inserção do ombro a um tórax defeituoso, o ombro é projetado para frente, deixando um vazio a nível das primeiras vértebras torácicas. As costelas são plenas / retas e a linha dorsal fica retilínea, fazendo com que a bacia se mova pra frente. A garupa não está mais oblíqua e a inserção da cauda fica muito alta.

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b) o dorso retilíneo é resultado de um defeito do arredondamento das costelas e do posicionamento retilíneo da bacia. O corpo parece cilíndrico e portanto a inserção da cauda é muito alta.

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c) o dorso inclinado é resultado tanto de um posicionamento muito alto da bacia, com os membros posteriores muito grandes, quanto de um lombo muito curto e não pesado, geralmente ocasionados por uma anomalia das vértebras lombares.

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d) o dorso de camelo é um defeito muito grave pois é resultado de uma deformação das vértebras lombares que leva a uma convexidade muito acentuada da coluna vertebral. A garupa, ao contrário, é bem oblíqua (inclinada) e a inserção da cauda é baixa; o aspecto geral nos faz lembrar uma corcova (bossa) de camelo.
Defeitos de posicionamento da cauda: são sempre resultados de uma inserção errônea da cauda, cuja linha de direção / orientação é obtida pelo posicionamento dos ossos sacrais na bacia.

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Conclusão – Uma linha dorsal muito curta é resultada de uma compressão e das formas anômalas das vértebras, muitas vezes acompanhadas de uma cauda vestigial ou embrionária, e leva a um movimento pouco potente e duro, enquanto que uma linha dorsal que apresenta o lombo longo, resultado de um alongamento das vértebras lombares, leva a um movimento instável do posterior.

O lombo representa uma ponte entre o anterior e o posterior e deve ser sólido, curto e flexível; a expressão roach-back indica a característica essencial do perfil do Bulldogue Francês e nos dá todos os parâmetros para um julgamento correto e sobre tudo é a certeza de uma boa anatomia óssea e de uma correta robustez muscular.

MEMBROS ANTERIORES
Definição – Os membros anteriores são curtos, robustos, retos, musculosos e bem distantes um do outro. A pata tem um tamanho moderado, compacta e redonda. Os dedos das patas são compactos e bem inseridos, as almofadas plantares são grossas e curtas, as unhas curtas.

O Bulldogue Francês deve possuir uma boa largura frontal. O espaço (vazio) criado entre os membros anteriores, o peito e o solo deve formar um quadrado. Para se conseguir esta proporção, os membros anteriores devem estar posicionados com suficiente largura, bem construídos, de comprimento e musculatura suficiente, com boa conformação dos ombros e dos cotovelos. Os metacarpos são retos e as patas são ligeiramente voltadas para fora.

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Defeitos dos membros anteriores – Se a largura é resultado de um má posicionamento dos cotovelos, muito deslocado para fora, o movimento será errôneo. Tudo isso, juntamente com metacarpos fracos e a um posicionamento errôneo das patas que estão voltadas para fora, gera aquilo que chamamos de um perfil em forma de violino.

Um perfil anterior muito estreito não está coerente com as proporções ideais do Bulldogue Francês e não permite que se obtenha uma amplitude (largura) desejável do peito.

Um cão compacto, musculoso de estrutura óssea potente como o Bulldogue Francês deve ter as patas sólidas, compactas e grossas para poder suportar o peso. A pata é de tamanho médio, bem posicionada sobre as almofadas plantares. Metacarpos fracos e dedos das patas abertos são ambos indesejáveis e tiram a energia desejada.

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MEMBROS POSTERIORES
Definição – Os membros posteriores são fortes, musculosos, mais longos em relação aos membros anteriores de modo a deixar mais alto a região lombar em relação ao ombro (trem posterior elevado). Os jarretes são bem descidos. As patas são de tamanho médio, compactas e bem posicionadas. Os dedos das patas são compactos e bem inseridos, as almofadas plantares são grossas e curtas, as unhas curtas. As patas posteriores são ligeiramente mais longas que as patas dianteiras.

Membros posteriores musculosos e fortes são necessários para dar ao cão o impulso necessário para uma boa movimentação. Esta movimentação é um aspecto da conformação que é pouco considerado no Bulldogue Francês, importante porém, para dar a impressão de um cão ativo e harmônico como deve ser. Um Bulldogue Francês deve possuir uma estrutura enérgica como um todo. As pernas, vistas por trás, descem retas da anca até o solo com o joelho e a pata ligeiramente voltada para fora. Vista de lado, deve possuir uma angulação moderada. Um cão com tal construção é coto e se movimenta de maneira desejada.

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Defeitos dos membros posteriores – Certamente o defeito mais comum dos membros posteriores do Bulldogue Francês é o joelho muito reto. Os jarretes neste caso, são geralmente, fracos ou próximos, e voltados para dentro, obtendo-se desta forma uma movimentação posterior rígida (dura). Cães com as patas posteriores voltadas para dentro, geralmente, tem uma movimentação onde as patas se cruzam.

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AS PATAS

Definição – Redonda, pequena, chamada de “pé de gato”, bem pousadas no solo, ligeiramente voltadas para fora. Nos tigrados as unhas devem ser pretas. Nos caille a preferência será pelas unhas escuras, sem entretanto, penalizar as unhas claras.

Um cão compacto, musculoso de estrutura óssea potente como o Bulldogue Francês deve ter as patas sólidas, compactas e grossas para poder suportar o peso. A pata é de tamanho médio, bem posicionada sobre as almofadas plantares. Metacarpos fracos e dedos das patas abertos são ambos indesejáveis e tiram a energia desejada.

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A CAUDA
A cauda, apêndice caudal, é o ultimo segmento da coluna vertebral. A base osteológica da cauda é formada pelas vértebras coccígeas ou caudais; no Bulldogue Francês é caracterizada por um número reduzido das vértebras e pela junção ou anquilose, é constituída pelas vértebras, músculos e tendões; possui um fator hereditário e se transmite como um fator não completamente dominante.

1) Sinais da anatomia de um cão do tipo mesoformo – As vértebras caudais tem a forma de um cilindro achatado no deslocamento. A cauda de um cão de tipo mesomorfo possui aproximadamente 20 vértebras, número este que varia conforme a raça.

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2) Anatomia da cauda do Buldogue Francês – Como seria possível que partindo de uma cauda normal, chegássemos a uma morfologia de cauda assim tão particular ?

Existem 3 fatores concominantes:

a) fator número: o número das vértebras caudais é nitidamente inferior à média de outras raças, cerca de 7 a 8. Este fenômeno conhecido como brachiura (cauda curta) pode chegar ao anurismo, que é a ausência total da cauda, muitas vezes acompanhadas de má formação dos órgãos pélvicos.

b) fator atrofia: poucas são as vértebras bem cilíndricas, pelo contrário, apresentam deformações tanto das linhas verticais quanto das horizontais, seja transversalmente ou longitudinalme nte, de forma retangular, trapezoidal, triangular e consequentemente a cauda torta.

c) fator anquilose: as vértebras se juntam / soldam entre sí e deixando a cauda rígida. Esta rigidez pode ser constatada pelo toque, muitos vezes doloroso. Uma articulação flexível pode existir entre o cóccix e a primeira vértebra caudal, deixando que a cauda não fique sempre dura.

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O padrão da cauda – Curta, de inserção baixa na garupa, rente às nádegas, grossa na raiz, em espiral ou quebrada naturalmente e afilada na ponta. Mesmo em movimento, deve ser portada abaixo da horizontal. A cauda relativamente longa (sem ultrapassar a ponta do jarrete), quebrada e afilada, é admitida, mas não desejada.

Segundo o padrão quatro são os parâmetros desejados.

1) comprimento: os limites extremos são o anurismo (ausência total das vértebras caudais) e a cauda que ultrapassa o jarrete.

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a) cauda vestigial: é uma cauda limitada a 2 ou 3 vértebras curvadas sobre o tecido da garupa, a cauda não aparece e nota-se somente um tufo de pêlos ou uma fissura cutânea que sempre trás problema higiênicos.

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b) cauda muito curta ou embrionária: nota-se uma cauda muito curta, muitas vezes em forma de botão.

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c) cauda curta padrão: é a cauda ideal, para os amantes da raça o comprimento perfeito é aquele que permite cobrir o ânus.

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d) cauda comprida ou cauda de rato: o seu comprimento não ultrapassa o jarrete, é a cauda original do Bulldogue do final do séc. XIX e início do séc. XX.

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Nos filhotes sempre se nota que a cauda parece ser maior em relação ao corpo e aos membros do que nos adultos; isso é devido a um crescimento não homogêneo da ossatura da cauda e do esqueleto em geral.

2) inserção: as vértebras caudais são a continuação do cóccix; esta parte da região da garupa é inclinada e forma a parte final do roach-back. Se a inclinação estiver correta, a inserção será baixa, enquanto que se a inclinação estiver fraca, a inserção será alta e errônea.

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3) forma: a cauda curta padrão é larga na base e se afina progressivamente pelas vértebras sempre menores e atrofiadas; não é retilínea, e sim em espiral ou quebrada no sentido horizontal ou vertical. Pode estar em especial em todos os sentidos.

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4) porte: parado, assim como em movimento, deve estar grudada aos glúteos.

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Existe um falso defeito que resulta de uma torção das vértebras no sentido vertical a partir do centro da cauda, contudo a base da cauda permanece grudada.

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A cauda é dita desgrugada quando parado ou somente em movimento não estiver grudada aos glúteos e é resultado da falta dejunção entre o coccígeas e a primeira vértebra caudal.

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Quando a cauda estiver desgrudada mas permanecer abaixo da horizontal, o defeito é de se considerar pequeno, mas quando ultrapassar a horizontal, “porte alegre”, será considerado mais grave.

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Um filhoite de 3 ou 4 meses com o porte de de cauda desgrudada poderá ter quanto adulto uma cauda perfeitamente grudada, sempre devido ao crescimento não homogêneo entre cauda e corpo.
DEFEITOS DA CAUDA
No padrão são mencionados 3 tipos de defeitos:

1) Defeitos para se penalizar segundo a gravidade:

a) cauda elevada sobre a horizontal
b) cauda muito longa
c) cauda muito curta

2) Defeitos graves não são mencionados (por isso seria interessante rever o conceito de defeito grave, pois a cauda vestigial e a cauda embrionária estão muito presente atualmente; uma boa cauda que esconde o ânus raramente é vista. Se aconselharia cruzamento de exemplares com caudas suficientemente desenvolvidas pois o gene da brachiuria é dominante, ou seja, de dois exemplares com cauda muito curta deverão nascer mais filhotes com cauda muito curta do que filhotes com cauda curta.

3) Defeitos eliminatórios

a) anurismo
b) cauda mutilada

nota: Por estar percebendo uma continua redução da cauda, o Clube Francês está estudando o assunto.
O MOVIMENTO

O movimento correto vê tanto os membros anteriores quanto os posteriores moverem-se paralelamente ao plano médio do corpo. A movimentação é fluida, solta e vigorosa.

Como o Bulldogue Francês possui a parte anterior do corpo mais larga em relação a parte posterior, as patas traseiras devem permanecer dentro do espaço ocupado pelas patas dianteiras. A movimentação deverá ser a mais graciosa e potente possível.

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COR DA PELAGEM

As cores da pelagem do Buldogue Francês são quatro:

pelagem fulvo (com ou sem máscara negra)
pelagem fulvo tigrado (com listras pretas)
pelagem fulvo com branco (ou pelagem branca com manchas fulvas)
pelagem fulvo tigrado com branco (ou pelagem branca com tigrados, conhecido como Caille)

Pelagem fulvo – São aceitas todas as nuânces (tonalidades) do fulvo, da cor trigo ao laranja. Os exemplares podem não possuir máscara negra, entretanto as mucosas devem ser sempre pretas (trufa e lábios). O gene Em, que é o responsável pela máscara, possui a eumelanina (pigmento preto) na face e sobre a linha superior até a cauda de modo menos evidente, que é definido como “carbonatura”. Muitas vezes não se vê a carbonatura do pelo curto no Bulldogue Francês. O excesso da carbonatura não é desejado.

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Pelagem fulvo tigrado – O gene Ebr, que é o responsável pela tigrado preto (em Francês “bringeures”) regula a distribuição da eumelanina na tigratura da pelagem. Todas as nuânces (tonalidades) são aceitáveis, da pelagem fulva com pouca tigratura preta até a pelagem que parece todo preto, que geneticamente falando não é. Neste último caso, a tigratura preta tomam conta de toda a pelagem fulva, deixando a mostra somente alguns pêlos fulvos. A pelagem mais desejada é quando as cores fulvo e preta estão uniformemente distribuídas (fulvo metade tigrado de preto). Algumas pelagens tigradas podem apresentar uma mancha branca no peito, na ponta dos pés ou entre os olhos (uma linha sutil), que é proveniente da presença do gene da mancha branca. Unhas brancas em um indivíduo tigrado são o indicio da presença de tais genes.

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Pelagem fulvo e pelagem fulvo tigrado com branco – Para que estas pelagens possam se manifestar, os exemplares devem ser portadores homozigotos do gene da mancha branca. Estes genes SP ou Sw retiram o pigmento do pêlo em várias áreas da pelagem. O branco não é uma cor propriamente dita, mas a falta de pigmentação do pêlo. Apesar da grande variedade possível, a pelagem mais desejável é aquela totalmente branca com algumas manchas tigradas ou fulvas.

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AS CORES E A GENÉTICA

Um reprodutor tendo um dos pais com uma pelagem de mancha branca será obrigatoriamente portador do gene da mancha branca e terá provavelmente a possibilidade de gerar descendentes de pelagem caille (branco com manchas tigradas ou fulvas).

Cruzamento de dois exemplares fulvos.
Somente duas cores possíveis:

– fulvo
– fulvo e branco, somente se os dois forem portadores do gene da mancha branca

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Cruzamento de dois exemplares “fulvos e brancos”.
Somente uma pelagem possível: fulvo e branco

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Cruzamento de um exemplar fulvo com um exemplar “fulvo e branco”.
Somente duas cores possíveis:

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– fulvo
– fulvo e branco (brancos com manchas fulvas), somente se os dois forem portadores do gene da mancha branca
Cruzamento dde um exemplar “fulvo tigrado e branco” com um exemplar “fulvo e branco”.
Somente duas cores possíveis:

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– fulvo tigrado e branco (branco e tigrado)
– fulvo e branco (branco e fulvo), somente se o genitor fulvo tigrado for portador do gene de cor fulva
Cruzamento de dois exemplares “fulvo tigrado e branco”.
Somente duas cores possíveis:

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– fulvo tigrado e branco (branco e tigrado)
– fulvo e branco (branco e fulvo), somente se os dois genitores com manchas tigradas forem portadores do gene de pelagem fulvo

 

Cruzamento de um exemplar “fulvo tigrado e branco” com um exemplar “fulvo e branco”.
Cruzamento de um exemplar fulvo tigrado com outros exemplares de mesma cor ou de cores diferentes.
Se um dos exemplares for fulvo tigrado homozigoto e não possui nem o gene da cor fulva nem aquele da mancha branca, toda a prole será “fulvo tigrado”.
Em todos os outros casos, as cores dos filhotes dependerão do genótipo dos dois genitores, ou seja, se pussuem ou não o gene responsável pela cor fulva, ou um dos genes responsáveis pela mancha branca, ou ambos. Se os dois genitores forem portadores dos genes da cor fulva e da mancha branca então poderão produzir todas as cores da pelagem do Bulldogue Francês.
SAÚDE DA RAÇA

O Buldogue Francês também precisa de diversos cuidados especiais.

• Ele precisa estar sempre arejado e fresco, não podendo em hipótese alguma ficar com muito calor. A troca de calor é feita pelos cães através da salivação e do focinho, e como cães com a “cabeça achatada” tem um focinho muito curto, ficam prejudicados neste quesito. Saiba tudo sobre cães braquicefálicos e aprenda a cuidar bem do seu Buldogue Francês.
• Podem ter problemas de ouvido.
• É bom estar atento às rugas da face, limpando-as com frequência. A limpeza pode ser feita com soro fisiológico e algodão. Tome cuidado para não deixar o local úmido. Seque bem.
• Precisam de pouco exercício. Se você notar que seu cão está cansado, pare. Uma caminhada curta de 15 minutos é o suficiente pra suprir suas necessidades.
• A maioria não consegue nadar. O melhor é não incentivá-lo. Buldogues não são cães ligados à água, como os retrievers, por exemplo.
• Não crie Buldogues no quintal. É uma raça que além de ser apegada ao dono, não lida bem com mudanças climáticas. É uma raça para viver em apartamento, confortavelmente, com temperatura amena e ao lado do seu dono.
• Buldogues Franceses roncam, como todo cão sem focinho. Esteja preparado para isso.
• Não é preciso tosá-los.
• Para as fêmeas parirem, é preciso fazer cesariana, pois a cabeça dos filhotes é muito larga para sair no parto natural.

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Verão Exige Cuidados Especiais com seu Buldogue Francês

Durante a estação mais quente do ano, as altas temperaturas fazem mais que só incomodar o seu animal de estimação. Nesta época do ano alguns cuidados são necessários para garantir a saúde e bem-estar do seu Bulldog.
O que podemos fazer para evitar e reduzir os riscos de perder seu cão por hipertermia?
Ele precisa estar em ambiente fresco. Proteja seu cão deixando-o sempre à sombra e evitando passeios entre 10 e 17 horas. Nunca recrimine-o por enfiar as patinhas na água. Evite bebedouros de bilha (do tipo torneira lambe-lambe): além da pequena oferta de água o cão se desgasta e se cansa para beber. Ensine-o e estimule-o a lamber e brincar com gelo. Toalhas de nadador são uma boa opção para refresca-lo dentro do carro ou em ambientes onde você não possa molhar o cão.
Faça uma “dieta” de verão, diminuindo a quantidade de ração normalmente administrada. Bulldogs com sobrepeso sofrem mais no calor.
Troque os horários de ração, antecipando pela parte da manhã ou retardando pela tarde. Deste modo o Bulldog irá aproveitar melhor a ração e terá uma melhor digestão.
Não pense duas vezes em molhar o Bulldog e deixá-lo molhado. Isso pode ser uma alternativa não muito indicada em relação à saúde da pele, mas entre perder o cão e tratar alguma dermatite.
Por fim, vale relembrar: é muito mais fácil um trabalho preventivo, evitando estágios de hipertemia, do que tentar normalizar a temperatura corporal depois de um super aquecimento.

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Cuidados básicos

 

Um cuidado importante é procurar boas indicações de veterinários para o seu Buldogue Francês. Assim como há especialidades na medicina humana, há veterinários especialistas em dermatologia, cirurgia, oftalmologia, neurologia, clínica médica, entre outros. Sempre que puder, opte por especialistas para atender seu filhote

Ofereça alimentação de qualidade, preferencialmente caseira e sem grãos (milho, trigo, soja). Pele, pêlos, estrutura muscular, resposta imunológica e muito, muito mais, dependem de uma alimentação adequada. Na nossa experiência com ração industrializada, durante anos, observamos: alta incidência de alergias e intolerância alimentar, flatulência excessiva nos cães, maior incidência de perda de pelos, episódios de enterites frequentes.

Pele e pelagem: o Buldogue Francês é um cão que apresenta pouco cheiro, portanto, banhos a cada 30 (trinta) dias são suficientes. Para evitar queda dos pêlos mortos no ambiente, uma rápida escovação 2X por semana resolve o problema;

Pregas de pele: para evitar assaduras entre as dobras de pele, principalmente no focinho, recomendamos limpar o local com algodão úmido e secar, pelo menos 2X por semana. Nada de passar talco, maisena, Hipoglós, etc. O segredo de manter as dobrinhas saudáveis é mantê-las secas!

Ouvido e orelhas: a face interna das orelhas de um buldogue francês devem estar sempre lisas e macias ao toque. O ouvido externo não deve apresentar secreção serosa excessiva. Existem produtos no mercado, de excelente qualidade, específicos para limpeza dos ouvidos.

Como limpar a orelhar do seu filhote

1) Acredite, seu filhote pode ficar calminho também quando você for limpar as suas orelhas, mas precisará ser condicionado/recompensado para que isso aconteça;

2) Limpe as orelhas 1X por semana – no mínimo 1X a cada 10 dias – com Epiotic ou outra com fórmula semelhante;

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3) Quando for “despejar” a solução de limpeza, faça uma “piscininha” no ouvido e massageie bastante. A massagem fará com que a sujeira e/ou cerumem aderidos no interior do ouvido sejam desprendidos e levados à superfície. Por isso, sempre massageie fazendo um movimento no sentido e direção que favoreça essa limpeza;

4) Limpe e enxugue com algodão;

5) Se continuar muito sujo, repita os passos 3 e 4. De maneira em geral, ouvidos saudáveis tem pouca “sujeira”.

6) Permita que seu cão balance a cabeça e, se quiser, passe um último algodãozinho, só para garantir que está seco mesmo!

7) Vá para a outra orelha e repita todos os passos acima descritos.
Unhas: caso seu Buldogue Francês circule por ambientes de piso áspero, suas unhas se desgastarão normalmente. Se isso não acontecer, solicite o corte a alguém especializado, para que não atrapalhe no andar, não cause ferimentos na pele, olhos, etc, quando o cão se coça.

Focinho: o frio, o calor, a poluição acabam por ressecar o focinho e ele pode apresentar uma aparência rugosa. Em inglês, isso é chamado de crusted nose – nunca ouvi nenhum nome referente a este termo em português, mas seria algo como “focinho com crosta”. Não é nada patológico, nem irá causar problemas! Para resolver, apenas hidrate diariamente a pele do focinho com vaselina (Hipoglós também serve – mas é menos estético!) e esfolie ligeiramente com uma toalhinha.

Banho: faça com que o banho seja um momento relaxante, dentro da sua própria casa e não no ambiente impessoal e potencialmente contaminado dos pets-shops. Não raro bulldogs franceses são vítimas de hipertermia, por desconhecimento dos funcionários destes estabelecimentos.

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Atividade física: o Buldogue Francês é um cão predisposto a hipertermia, portanto, não é a melhor companhia para lhe acompanhar nas maratonas, passeios de bicicleta ou expedições ecológicas Entretanto, um passeio de meia hora, num horário fresco lhe fará muito bem!

Plantas tóxicas: Buldogues Franceses são cães muito curiosos. Portanto, se você cultiva estas plantas em sua residência, considere a possibilidade de aumentar a altura dos vasos, elas são potencialmente tóxicas para cães:

Bico-de-Papagaio
Crisântemo
Lírio
Espada-de-São-Jorge
Azaléia
Clívia
Cróton
Urtiga
Comigo-Ninguém-Pode
Piscinas: para Buldogues Franceses faço as mesmas recomendações que faço para crianças: Cuidado com piscinas! Frenchies possuem o corpo quadrado e pesado, patas curtinhas e não possuem cauda longa, que também auxilia os cães na água.

Ectoparasitoses: lugares como pracinhas com grama, chácaras, sítios e fazendas são um adorável habitat para ectoparasitos (pulgas e carrapatos). Sempre que for passear com seu cão em locais onde a infestação de ectoparasitas for potencialmente alta, certifique-se que seu cão esteja protegido. Não se esqueça que carrapatos transmitem doenças seríssimas como a babesiose, erliquiose, febre maculosa, entre outras.

Endoparasitoses ou verminoses: utilize medicamentos vermífugos sempre que for necessário, porém com prudência. Este grupo de medicamentos costuma ser bastante hepatotóxico e não deve ser utilizado sem que haja necessidade real. Cães infectados com vermes costumam apresentar história de diarréia, emagrecimento, má absorção alimentar e vômitos. Entretanto, é o exame parasitológico de fezes que fará o diagnóstico adequado.

 

Bldogue francês Super Star
O buldogue francês estrela do filme Um Parto de Viagem encanta elenco

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Na comédia da Warner Bros, Um Parto de Viagem, do mesmo diretor de Se Beber, não Case, Todd Phillips, a estrela é Sonny, uma Bulldog Francês Creme.
A cadela conquistou o coração de todos do elenco do filme

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Não são raras as vezes em que atores que contracenam juntos em filmes ou novelas acabem desenvolvendo um carinho mútuo. Alguns chegam até a se casar. As diversas horas que passam nos sets de gravação os fazem criar um vínculo especial. Essa sensação foi comprovada pelo ator Robert Downey Jr., protagonista do longa.
De acordo com a revista People Pets o ator se apaixonou pela doçura da Frenchie, uma cadelinha com quem divide cenas para lá de divertidas no longa. A relação de amizade e companheirismo foi tanta que Downey Jr., mesmo sem nunca ter cuidado de um bichinho, decidiu adotar o animal.
Curiosamente, o ator faz o papel do arquiteto Peter Highman, que odeia animais. Ele se vê obrigado a atravessar os Estados Unidos de carro com um aspirante a ator e seu cachorro, Sonny, interpretado por uma fêmea de Frenchie. Há uma parte do filme, inclusive, que o personagem precisa cuspir no rosto da cadelinha, que muito profissional e pacata, parece não ter se incomodado. Em entrevista à publicação, Mark Harden, treinador de Franchie, declarou que foi estranho ver o ator tendo que dizer que não gostava de cães, enquanto, na verdade, estava louco para adotá-la.
Para a infelicidade de Downie Jr. Frenchie já tem um dono e não pretende abrir mão dela. Mas nem tudo está perdido. Em breve, o ator prometeu entrar em contato com Mark Harden a fim de adquirir um outro cãozinho.

 

Buldogue Francês em revistas

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Livro Buldogue Francês.

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Este livro é um guia completo para a raça bulldog francês que inclui sua história, morfologia, comportamento, cuidados e forma de treinamento, alimentação, doenças mais comuns. Ele é perfeito para os proprietários de bulldogs francês ou para aqueles que desejam adquirir uma cópia desta raça no futuro e deseja conhecer em profundidade as características desta corrida agradável.

Buldogue Francês entre Celebridades
Os Bulldogs estão ganhando cada vez mais o mundo, e como não podia ser diferente, invadiram até Holywood!! Veja a lista dos afortunados (nos dois sentidos) donos de Bulldogs.
1 – Django e Leonardo Di Caprio

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2 – Reese Witherspoon e Coco Chanel

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Reese costumava ser conhecida como um fã de chihuahua, mas estes dias Coco Chanelparece ser o seu animal de estimação favorito.

3 – Ramon – Christina Ricci

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Outra grande atriz com seu Frenchie!

4 – Francesca e Sharkey – Martha Stewart

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A apresentadora de televisão e blogueira famosa, demostra todo o seu bom gosto até na escolha de seus cães.

 

5 – Mya – Michelle Trachtenberg

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A ex-Buffy – caçadora de vampiros, tem a sua BF também.

6 – Ashley Olsen e seu Buldogue francês creme.

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7 – Jack Black – Buldogue Francês

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8 – Hugh Jackman e Mochi

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9 – Leonardo Dicaprio, David Beckham e Francisco Lachowski

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10 – Zac Efron and Rocky (a Frenchie Actor)

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Objetos Buldogue francês
Camisetas

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Caneca

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Lembrancinhas

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Bolsa

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Enfeites

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Pra te inspirar nesse sábado um Bullgod Francês pra lá de estiloso…

Olha que coisa mais fofa esse cãozinho Trotter, cheio de personalidade!

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